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terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Participando da 1ª TEIA dos Pontos de Cultura do Amazonas, como delegado de Itacoatiara
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
Que tal descansar a sombra de um bucólico pergolado, idealizado pelo saudoso Moysés Israel e saber um pouco de sua história.
- Pérgola/Caramanchão: Uma estrutura vertical com vigas superiores abertas que serve de suporte para as plantas.
- Bancos de madeira: Móveis rústicos que adicionam um toque campestre e oferecem um lugar para sentar e relaxar.
Este aconchegante pergolado foi idealizado pelo Sr. Moysés Israel e está localizado em frente à Memorália Moysés Israel, espaço que integra a antiga residência onde viveu em Itacoatiara. Visionário e generoso, Moysés Israel doou esta área para a implantação do Campus da Universidade Federal do Amazonas em Itacoatiara, hoje ICET/UFAM.
Personagem de destaque na vida econômica do Amazonas nas últimas sete décadas, Moyses Benarros Israel nasceu em Manaus em 10 de fevereiro de 1924. Filho de Salomão Benarros Israel e de Carlota Benayon Israel, ambos nascidos em Belém (PA), o empresário começou a trabalhar aos 11 anos como office-boy na firma I.B. Sabbá & Cia.Ltda, de propriedade de seu tio Isaac. E desde então se dedicou ao trabalho e a luta pelo desenvolvimento do Amazonas. Em Itacoatiara, doou terras para construir a UFAM, UEA, CETAM, SESI e articulou a doação do prédio histórico para instalação do SENAC. E também articulou a vinda do SENAI e SESC para Itacoatiara.
No dia 30 de maio de 2015, na inauguração da Memorália, o Sr. Moysés Israel registrou a colaboração de amigos ao longo de sua bem-sucedida trajetória empresarial e destacou que o espaço é mais uma forma de reafirmar seu compromisso com a educação dos jovens.
“Os senhores encontrarão naquelas paredes algumas reminiscências da minha vida; algumas respostas para estudantes e o meu amor por Itacoatiara. Agradeço aos amigos que compareceram a este ato no qual renovo o meu compromisso de trabalho com a educação dos jovens”, disse ele.
A memorália abriga uma notável coleção de títulos, medalhas e comendas recebidas ao longo de mais de 90 anos de dedicação ao desenvolvimento econômico, social e cultural de Itacoatiara e do Estado do Amazonas, fruto de sua atuação como empresário e filantropo.
Foi neste simples e rústico banco que Moysés Israel se sentou por inúmeras vezes para conversar com amigos e autoridades públicas, para discutir assuntos de interessa da comunidade e contemplar a natureza que cercava sua chácara, cuidadosamente preservada. Ao seu redor, ergueram-se posteriormente os blocos de salas de aula, laboratórios e a biblioteca do Campus Universitário da UFAM em Itacoatiara, simbolizando a harmônica integração entre memória, natureza e educação.
Itacoatiara e os 151 anos de colonialismo cultural
Itacoatiara é uma cidade rica em ritos, lendas, costumes, tradições, danças típicas, culinária própria e ritmos que nasceram às margens do rio Amazonas, moldados pela vivência indígena, ribeirinha e cabocla. Ainda assim, paradoxalmente, vive hoje um profundo processo de esquecimento e apagamento de sua identidade cultural. Não por falta de história, mas por ausência de valorização, preservação e políticas efetivas de memória.
Ao longo de seus 151 anos, Itacoatiara tem sido palco de sucessivas ondas de colonialismo cultural. Cada época trouxe consigo costumes externos que se impuseram sobre as expressões locais, muitas vezes não por troca cultural legítima, mas por força econômica, política ou social. O resultado é um cenário onde o que é originário vai sendo empurrado para as margens, enquanto o que vem de fora ocupa o centro das festividades, dos palcos e do imaginário coletivo.
Um exemplo marcante ocorreu durante o auge das madeireiras Gethal e Carolina. Sob sua influência econômica, um grande contingente de trabalhadores oriundos do Sul do país se estabeleceu no município, trazendo consigo suas danças, ritmos e vestimentas típicas. As danças gaúchas, por um período, protagonizaram uma verdadeira invasão no folclore itacoatiarense, dominando eventos culturais e substituindo manifestações locais. Não se tratou de integração cultural, mas de imposição simbólica associada ao poder econômico. Com a mudança das políticas ambientais e o fechamento das grandes madeireiras, esse figurino cultural foi, aos poucos, se diluindo, evidenciando o quanto era alheio às raízes da cidade.
Hoje, o processo se repete, sob novas formas. Danças e ritmos oriundos do Maranhão, de Pernambuco, de outras regiões do Nordeste e até do Pará vêm sendo introduzidos de maneira acrítica, muitas vezes “goela abaixo”, ocupando espaços que deveriam servir ao fortalecimento da identidade local. Não se trata de rejeitar outras culturas — todas são legítimas e merecem respeito —, mas de questionar a substituição contínua daquilo que é nosso por referências externas, como se a cultura itacoatiarense fosse insuficiente ou inexistente.
O perigo desse movimento está no apagamento gradual da memória coletiva. Quando uma cidade deixa de ensinar suas próprias danças, cantar seus próprios ritmos e contar suas próprias histórias, as novas gerações passam a acreditar que aquilo que veio de fora sempre fez parte de sua identidade. É nesse ponto que o colonialismo cultural se consolida: quando o povo já não reconhece a si mesmo.
Triste é o povo que não valoriza suas tradições, não preserva sua memória e não resgata sua história cultural. A cultura não é entretenimento descartável; é identidade, pertencimento e resistência. Preservá-la não significa fechar-se ao mundo, mas fortalecer as próprias raízes para dialogar de forma digna e consciente com outras culturas.
Itacoatiara precisa decidir se continuará sendo apenas palco para culturas alheias ou se assumirá, de fato, o compromisso de reconhecer, proteger e promover aquilo que a constitui enquanto povo. Resgatar danças, ritmos, saberes, culinária e narrativas locais não é um ato nostálgico — é um gesto de sobrevivência cultural.
Sem memória, não há identidade. Sem identidade, não há futuro.
Por Frank Queiroz Chaves
sexta-feira, 24 de outubro de 2025
Equipe de alunos de Robótica Elétrons, da Escola SESI Abrahão Sabbá, participam de palestra, seguida de uma visita guiada ao Museu Arqueológico da Galeria Terezinha Peixoto
domingo, 12 de outubro de 2025
Artistas plástico Téo Braga abre a Exposição Vida de ribeirinho, nesta sexta de 17 de outubro no Centro Cultural Velha Serpa
terça-feira, 7 de outubro de 2025
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
Hoje é Dia do Vereador, o agente público que pode propor políticas públicas para o desenvolvimento da cultura e para todas as áreas da administração pública

Reconhecemos quem faz a ponte direta entre o cidadão e o poder público.
O papel do vereador é ouvir a comunidade, propor leis, requerimentos indicar propostas e fiscalizar o executivo. Garante a transparência no uso do dinheiro público e encaminha soluções no serviço de: saúde, educação, cultura, infraestrutura, entre todas áreas da administração pública.
A cidade avança, quando a Câmara tem representantes atuantes e propositivos, como tem a o Município de Itacoatiara. Parabéns aos vereadores que com o apoio do prefeito, transformam demandas reais em políticas públicas concretas para o bem da população itacoatiarense da cidade e do interior.
Você sabia que a Câmara de Itacoatiara possui comissões permanentes para tratar de pautas específicas da sociedade. E tem uma delas que é a Comissão de Cultura, esporte e turismo, saiba quem são seus componentes:
A 11ª da Câmara é a Comissão de Cultura, Esporte e Turismo - CCET, tem como presidente o vereador Daniel Anveres de Mendonça, que conta com mais dois membros: O vereador Bertoni da Silva Nascimento e a vereadora Nilda Batista. Cerdeira Abrahim.
