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domingo, 19 de abril de 2026

Dia dos Povos Indígenas (19 de abril) - O Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto se congratula com os povos indígenas e com Itacoatiara

 

No dia 19 de abril, celebramos o Dia dos Povos Indígenas, uma data de profundo significado para todos nós, especialmente para o povo de Itacoatiara, que neste mesmo mês comemora seus 152 anos de história.

Nossa cidade carrega, em sua essência, as marcas vivas dos povos indígenas que aqui habitaram muito antes de qualquer marco oficial de fundação. Foram eles os primeiros guardiões desta terra, os responsáveis por transmitir saberes, tradições, respeito à natureza e valores que até hoje sustentam nossa identidade cultural.

A Libini, o Valdiney o nosso Tuxaua Sérgio e eu, no dia do nosso pertencimento ídígena.

Ao celebrarmos mais um aniversário de Itacoatiara, é impossível não reconhecer que nossas raízes estão profundamente ligadas à cultura indígena. Essa herança se manifesta em nossos costumes, na nossa relação com os rios e a floresta, na nossa alimentação, na nossa linguagem e na forma como enxergamos o mundo.

Mas esta não é apenas uma data de memória — é também um momento de reflexão. Os povos indígenas continuam presentes no nosso dia a dia, a exemplo da etnia Mura do Rio Urubu, que contínua resistindo, lutando por seus direitos, preservando sua cultura e contribuindo ativamente para a construção de uma sociedade mais justa, equilibrada e sustentável para todos.

Como presidente do Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto, onde eu o Valdiney fazemos parte e somos parentes, reafirmo o compromisso em valorizar, respeitar e apoiar as comunidades indígenas, reconhecendo sua importância histórica, cultural e social para o nosso município e para toda a Amazônia.

É fundamental reconhecer que mantemos o Museu da Cultura Indígena de Itacoatiara como espaço de preservação da memória, dos saberes e dos fazeres dos povos indígenas que habitaram e deram origem à nossa cidade antes da colonização portuguesa. Foram esses povos originários que estabeleceram as bases de ocupação do território em período pré-colombiano, contribuindo decisivamente para a formação histórica e cultural de Itacoatiara. Qualquer narrativa que desconsidere esse protagonismo acaba por invisibilizar e desvalorizar a importância dos povos indígenas na construção da nossa identidade.

Que possamos, cada vez mais, aprender com a sabedoria dos povos originários e caminhar juntos na construção de um futuro onde haja respeito, dignidade e igualdade para todos.

Saudações pelo Dia 19 de abril! Viva os povos indígenas e Viva Itacoatiara, de origem tipicamente nativa, pelos seus 152 anos de história, cultura e resistência!

Uma mensagem significativa do primeiro e único indígena membro da Academia Brasileira de Letras Ailto, Kernak

E para ilustrar, uma linda e significativa mensagem da Yandra Mawe, nos leva a refletir sobre a importância da data de hoje.



sábado, 18 de abril de 2026

Origem de Itacoatiara, por Edmilson Almeida


 ORIGEM DE ITACOATIARA

ALMEIDA DE OLIVEIRA, Edmilson


Num belo certo dia o rio Amazonas
Uma rústica embarcação o subia.
Era Xavier Furtado quem comandava
Aquela tropa de homens
Que o Amazonas desbravava.

Aqui, ali, acolá,
Eles ancoravam e saíam a caçar,
Até que num porto em que nada havia,
Um forte homem foi morto.
E lá ficaram mais que um dia.

Enfurecido e, também entristecido
Com o desgosto que a natureza lhe trouxera,
Como que se as pedras fossem de fisalita,
Xavier Furtado curiosamente as fita e,
Numa delas, faz a pronúncia: “ITA”.

Isso o impressionou:
“Tê-la-á gravado a Natureza
Ou aqueles que procuramos falam de fortaleza?
Isto é impactante!
Decidam, pois, agora, qual dos dois é importante:
Aqui ficarmos ou irmos jornada avante?”

E estavam em meditação
Quando exclamou Xavier Furtado:

“Ei! Olhem! O lugar parece ser brio,
Vejam no toco daquela árvore
Um animal que mostra ter frio,
Vamos buscá-lo vivo, e não
O façamos de caça”.

— “Não! Parem” — vociferou um esbelto caboclo —
— “Ele é bravo e se chama COATI.”

— “Coati?”
— “Sim, eu conheço”.

— “Ah! Vejam!” — exclamou o general.
— “O quê? O quê?” — interrogam-no os demais.

O general ficou atônito,
Pois vira, assim confessou,
A imagem perfeita de uma
Mulher robusta, em silhueta.

Novamente o caboclo se intromete e diz:
— “Imaginariamente, não sei se o senhor pressente
Que o lugar aqui está pra gente.

Sobre o que o líder fantasiou
Nossa história nos contou:
‘No Amazonas existe a lenda da IARA.’”

A curiosidade desperta-os mais e mais.

Dilucidou um deles:
“Aqui, o lugar não é idílico!
É selvagem até demais,
Prove, senhor general, ser capaz de
Descobrir o que a Natureza faz.”

Todos pasmaram-se!
O silêncio, repentinamente,
Aquele lugar dominou,

Quando, inesperadamente,
Um grupo de silvícolas ali chegou.

Em gesticulação Xavier Furtado
À sua tropa transmitia:
“Não falem, não!
Estamos passando perigo
Com os homens da região,
Apesar de serem amigos
De quem está em embarcação.”

Cheio de horror, não querendo abandonar
O lugar que o maravilhou,
O caudilho a embarcação desatracou e,
Após deixar a mensagem do que seria capaz,
Se foi para nunca mais:

“Pedro é fortaleza!
Animal é riqueza!
Silhueta de mulher o rio embeleza!

Vou descobrir, vibrante cabo-de-guerra,
Do que a Natureza é capaz:
Até nome de lugar é ela que nos dá.
Se não crê no que digo,
Ouça o que vou pronunciar:

Naquele porto há ITA, pedra;
Naquela mata há COATI, animal;
Naquele rio há IARA, silhueta de mulher.
Preste atenção para esta justaposição:
ITA-COATI-IARA foi o nome que DEUS deu
Ao lugar onde um de nós morreu.”

O chefe militar, mudando o semblante,
Admirado disse ao marujo:

“Amigo, quando chegarmos lá
Não vá dizer que vimos
A ITA, o COATI, a IARA,

Mas, sim, que DEUS nos fez
Descobrirmos o lugar
ITACOATIARA.”



Poema escrito em 19/04/1974, por Edmilson Almeida, por ocasião dos festejos do Centenário de Itacoatiara; declamado em 25/04/1974, na Praça de Herculano de Castro e Costa, sob aplausos da plateia, que permaneceu em pé por aproximadamente 5 minutos.



sexta-feira, 17 de abril de 2026

Participando da banca de jurados do Festival alusivo ao Dia dos Povos Originários do Município de São Sebastião do Uatumã - 2026

Na banca de jurados do evento: Eu, a Marly e o Renan

Performance do cotidiano indígena, apresentado pela tribo Caxinawa.

Apresentação da alegoria do gavião real da tribo Yanomami
 
Apresentação da tribo Kashinawá

Apresentação da tribo Yanomami

Apresentação da tribo Kashinawá

Quadra poliesportiva da Escola Estadual São Sebastião

Logo do evento

Na lancha que nos transportou para o Município de São Sebastião do Uatumã


Paisagem do Rio Amazonas, na rota da viagem para São Sebastião do Uatumã

No Município de São Sebastião do Uatumã, onde eu, a Marly e o Renan, participamos da banca de jurados do Festival dos Povos Indígenas do Município - 2026, organizado pela Escola Estadual São Sebastião. Após análise criteriosa e técnica, saiu vitoriosa a tribo Kashinawa. Houve também apresentação da tribo Yanomami e Mundurucu. Todas fizeram excelentes apresentações! Uma saiu com o título e todas foram vencedoras pela excelente performance a presentada.

A missão começou em Itacoatiara, onde recebemos o convite para participar do evento, depois pegamos a estrada de Itapiranga até o porto rural do mesmo Município, de lá, pegamos uma lancha, para seguir pelo rio Uatumã, para chegar ao Município de São Sebastião do Uatumã. Apesar da longa distância, mas a viagem fluvial compensa, pelas belíssimas paisagens que se pode apreciar, bem como, receber a viagem toda as rajadas de vendo e ar puro amazônico.

Na oportunidade parabenizo a proativa diretora da Escola Socorro Araújo, os professores e técnicos envolvidos na organização e especialmente a diretora os alunos que se emprenharam o máximo para entregar um trabalho de notável. E a parceira Marly Nogueira pelo convite para participar da banca de jurados desse espetacular evento .

quarta-feira, 15 de abril de 2026

15 de Abril – Dia Mundial da Arte - Uma fusão de tradições e gênios! Parabéns nobres artistas!


Hoje celebramos o Dia Mundial da Arte, uma data criada em homenagem ao nascimento de Leonardo da Vinci, símbolo universal da criatividade, da inovação e da capacidade humana de transformar o mundo através da arte. O dia 15 de abril, foi instituído em 2019 pela UNESCO, com o objetivo de promover o desenvolvimento e a valorização das expressões artísticas em todo o mundo.

Mais do que uma celebração global, este é um momento de reconhecer a força da arte em nossas vidas — como expressão, identidade e memória coletiva.

Em Itacoatiara, essa conexão com a arte atravessa séculos. Somos, historicamente, a cidade da pedra pintada, um território marcado pelos registros deixados por nossos ancestrais, que eternizaram suas vivências por meio de desenhos em baixo relevo nas pedras que deram origem ao nome da nossa cidade.

Essas manifestações milenares, somadas à riqueza das cerâmicas, esculturas e pigmentos produzidos pelos povos originários, revelam que a arte sempre foi parte essencial da nossa identidade.

Hoje, esse legado vive e se fortalece através dos nossos artistas contemporâneos — homens e mulheres que, com talento e sensibilidade, continuam a contar a história do nosso povo, valorizando nossas raízes e projetando nossa cultura para o futuro.

O Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto homenageia todos os artistas itacoatiarenses, verdadeiros guardiões da nossa memória e construtores da nossa identidade cultural.

Valorize quem faz arte! Considerando que Itacoatiara é um celeiro de bonança de notáveis artistas! Incentive curtindo, compartilhando suas publicações nas redes sociais e, principalmente, adquirindo suas obras e serviços — fruto do seu talento, dedicação e trabalho.

Que a arte siga sendo ponte entre o passado e o presente, inspirando novas gerações e reafirmando o orgulho de ser itacoatiarense.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Galeria de Artes Terezinha Peixoto recebe Certificação do Ministério da Cultura como de Ponto de Cultura de Itacoatiara

Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto é cadastrado e certificado pelo Ministério da Cultura Confira o link: https://culturaviva.cultura.gov.br/agente/13138184/#info











A Galeria de Artes Terezinha Peixoto tem a alegria de informar à comunidade itacoatiarense que foi certificada pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura de Itacoatiara, reconhecimento que valoriza as iniciativas culturais voltadas à preservação da memória, da arte e da identidade local.
Atualmente, a sede provisória da organização está localizada no 2º andar do prédio da Academia de Letras de Itacoatiara, em frente à Praça de São Francisco. No espaço, são oferecidos à comunidade itacoatiarense, visitantes e pesquisadores o Museu Arqueológico Indígena de Itacoatiara, bem como um acervo de antiguidades, composto por objetos históricos utilizados por famílias tradicionais do município, contribuindo para a preservação da história e da cultura local.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Representante da Galeria de Artes Terezinha Peixoto, participa da 1ª TEIA dos Pontos de Cultura do Amazonas, como delegado de Itacoatiara





O representante do Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto Frank Chaves, apresentou a proposta de criação do IDC - Índice de Desenvolvimento Cultural, que se espelha no IDEB da educação, como criação de uma política de Estado, para mensurar, acompanhar, incentivar e elevar os índices de desenvolvimento e investimento da educação nacional, em todos entes federados, visando pontuar, certificar e incentivar, a gestão pública, a ficar mais atenta no investimento no orçamento estadual e municipal, para que possam considerar o bônus e ônus do investimento regular na cultura. 
Que será mensurado pelos resultados do IDC de cada ente federado.



Na foto, a Subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais do MINC, recebendo a minha proposta. Compartilhando desse momento, com o Glauber representante do Fórum de Itacoatiara. Vale ressaltar, que a proposta foi elogiada pela Secretária de Cidadania Cultural do MINC Márcia Rollemberg.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Que tal descansar a sombra de um bucólico pergolado, idealizado pelo saudoso Moysés Israel e saber um pouco de sua história.




Trata-se de uma estrutura de jardim feita para proporcionar sombra ou um espaço aconchegante ao ar livre, frequentemente usada para apoiar plantas trepadeiras, como as flores cor-de-rosa que você vê no topo. O local conta com: 

Este aconchegante pergolado foi idealizado pelo Sr. Moysés Israel e está localizado em frente à Memorália Moysés Israel, espaço que integra a antiga residência onde viveu em Itacoatiara. Visionário e generoso, Moysés Israel doou esta área para a implantação do Campus da Universidade Federal do Amazonas em Itacoatiara, hoje ICET/UFAM.

Personagem de destaque na vida econômica do Amazonas nas últimas sete décadas, Moyses Benarros Israel nasceu em Manaus em 10 de fevereiro de 1924. Filho de Salomão Benarros Israel e de Carlota Benayon Israel, ambos nascidos em Belém (PA), o empresário começou a trabalhar aos 11 anos como office-boy na firma I.B. Sabbá & Cia.Ltda, de propriedade de seu tio Isaac. E desde então se dedicou ao trabalho e a luta pelo desenvolvimento do Amazonas. Em Itacoatiara, doou terras para construir a UFAM, UEA, CETAM, SESI e articulou a doação do prédio histórico para instalação do SENAC. E também articulou a vinda do SENAI e SESC para Itacoatiara.

No dia 30 de maio de 2015, na inauguração da Memorália, o Sr. Moysés Israel registrou a colaboração de amigos ao longo de sua bem-sucedida trajetória empresarial e destacou que o espaço é mais uma forma de reafirmar seu compromisso com a educação dos jovens.
“Os senhores encontrarão naquelas paredes algumas reminiscências da minha vida; algumas respostas para estudantes e o meu amor por Itacoatiara. Agradeço aos amigos que compareceram a este ato no qual renovo o meu compromisso de trabalho com a educação dos jovens”, disse ele.

A memorália abriga uma notável coleção de títulos, medalhas e comendas recebidas ao longo de mais de 90 anos de dedicação ao desenvolvimento econômico, social e cultural de Itacoatiara e do Estado do Amazonas, fruto de sua atuação como empresário e filantropo.




Neste simples e rústico banco que Moysés Israel se sentou por inúmeras vezes para conversar com amigos e autoridades públicas, para discutir assuntos de interessa da comunidade e contemplar a natureza que cercava sua chácara, cuidadosamente preservada. Ao seu redor, ergueram-se posteriormente os blocos de salas de aula, laboratórios e a biblioteca do Campus Universitário da UFAM em Itacoatiara, simbolizando a harmônica integração entre memória, natureza e educação.