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segunda-feira, 16 de março de 2026
Galeria de Artes Terezinha Peixoto recebe Certificação do Ministério da Cultura como de Ponto de Cultura de Itacoatiara
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Participando da 1ª TEIA dos Pontos de Cultura do Amazonas, como delegado de Itacoatiara
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
Que tal descansar a sombra de um bucólico pergolado, idealizado pelo saudoso Moysés Israel e saber um pouco de sua história.
- Pérgola/Caramanchão: Uma estrutura vertical com vigas superiores abertas que serve de suporte para as plantas.
- Bancos de madeira: Móveis rústicos que adicionam um toque campestre e oferecem um lugar para sentar e relaxar.
Este aconchegante pergolado foi idealizado pelo Sr. Moysés Israel e está localizado em frente à Memorália Moysés Israel, espaço que integra a antiga residência onde viveu em Itacoatiara. Visionário e generoso, Moysés Israel doou esta área para a implantação do Campus da Universidade Federal do Amazonas em Itacoatiara, hoje ICET/UFAM.
Personagem de destaque na vida econômica do Amazonas nas últimas sete décadas, Moyses Benarros Israel nasceu em Manaus em 10 de fevereiro de 1924. Filho de Salomão Benarros Israel e de Carlota Benayon Israel, ambos nascidos em Belém (PA), o empresário começou a trabalhar aos 11 anos como office-boy na firma I.B. Sabbá & Cia.Ltda, de propriedade de seu tio Isaac. E desde então se dedicou ao trabalho e a luta pelo desenvolvimento do Amazonas. Em Itacoatiara, doou terras para construir a UFAM, UEA, CETAM, SESI e articulou a doação do prédio histórico para instalação do SENAC. E também articulou a vinda do SENAI e SESC para Itacoatiara.
A memorália abriga uma notável coleção de títulos, medalhas e comendas recebidas ao longo de mais de 90 anos de dedicação ao desenvolvimento econômico, social e cultural de Itacoatiara e do Estado do Amazonas, fruto de sua atuação como empresário e filantropo.
Itacoatiara e os 151 anos de colonialismo cultural
Itacoatiara é uma cidade rica em ritos, lendas, costumes, tradições, danças típicas, culinária própria e ritmos que nasceram às margens do rio Amazonas, moldados pela vivência indígena, ribeirinha e cabocla. Ainda assim, paradoxalmente, vive hoje um profundo processo de esquecimento e apagamento de sua identidade cultural. Não por falta de história, mas por ausência de valorização, preservação e políticas efetivas de memória.
Ao longo de seus 151 anos, Itacoatiara tem sido palco de sucessivas ondas de colonialismo cultural. Cada época trouxe consigo costumes externos que se impuseram sobre as expressões locais, muitas vezes não por troca cultural legítima, mas por força econômica, política ou social. O resultado é um cenário onde o que é originário vai sendo empurrado para as margens, enquanto o que vem de fora ocupa o centro das festividades, dos palcos e do imaginário coletivo.
Um exemplo marcante ocorreu durante o auge das madeireiras Gethal e Carolina. Sob sua influência econômica, um grande contingente de trabalhadores oriundos do Sul do país se estabeleceu no município, trazendo consigo suas danças, ritmos e vestimentas típicas. As danças gaúchas, por um período, protagonizaram uma verdadeira invasão no folclore itacoatiarense, dominando eventos culturais e substituindo manifestações locais. Não se tratou de integração cultural, mas de imposição simbólica associada ao poder econômico. Com a mudança das políticas ambientais e o fechamento das grandes madeireiras, esse figurino cultural foi, aos poucos, se diluindo, evidenciando o quanto era alheio às raízes da cidade.
Hoje, o processo se repete, sob novas formas. Danças e ritmos oriundos do Maranhão, de Pernambuco, de outras regiões do Nordeste e até do Pará vêm sendo introduzidos de maneira acrítica, muitas vezes “goela abaixo”, ocupando espaços que deveriam servir ao fortalecimento da identidade local. Não se trata de rejeitar outras culturas — todas são legítimas e merecem respeito —, mas de questionar a substituição contínua daquilo que é nosso por referências externas, como se a cultura itacoatiarense fosse insuficiente ou inexistente.
O perigo desse movimento está no apagamento gradual da memória coletiva. Quando uma cidade deixa de ensinar suas próprias danças, cantar seus próprios ritmos e contar suas próprias histórias, as novas gerações passam a acreditar que aquilo que veio de fora sempre fez parte de sua identidade. É nesse ponto que o colonialismo cultural se consolida: quando o povo já não reconhece a si mesmo.
Triste é o povo que não valoriza suas tradições, não preserva sua memória e não resgata sua história cultural. A cultura não é entretenimento descartável; é identidade, pertencimento e resistência. Preservá-la não significa fechar-se ao mundo, mas fortalecer as próprias raízes para dialogar de forma digna e consciente com outras culturas.
Itacoatiara precisa decidir se continuará sendo apenas palco para culturas alheias ou se assumirá, de fato, o compromisso de reconhecer, proteger e promover aquilo que a constitui enquanto povo. Resgatar danças, ritmos, saberes, culinária e narrativas locais não é um ato nostálgico — é um gesto de sobrevivência cultural.
Sem memória, não há identidade. Sem identidade, não há futuro.
Por Frank Queiroz Chaves
sexta-feira, 24 de outubro de 2025
Equipe de alunos de Robótica Elétrons, da Escola SESI Abrahão Sabbá, participam de palestra, seguida de uma visita guiada ao Museu Arqueológico da Galeria Terezinha Peixoto
domingo, 12 de outubro de 2025
Artistas plástico Téo Braga abre a Exposição Vida de ribeirinho, nesta sexta de 17 de outubro no Centro Cultural Velha Serpa
terça-feira, 7 de outubro de 2025
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
Hoje é Dia do Vereador, o agente público que pode propor políticas públicas para o desenvolvimento da cultura e para todas as áreas da administração pública

Reconhecemos quem faz a ponte direta entre o cidadão e o poder público.
O papel do vereador é ouvir a comunidade, propor leis, requerimentos indicar propostas e fiscalizar o executivo. Garante a transparência no uso do dinheiro público e encaminha soluções no serviço de: saúde, educação, cultura, infraestrutura, entre todas áreas da administração pública.
A cidade avança, quando a Câmara tem representantes atuantes e propositivos, como tem a o Município de Itacoatiara. Parabéns aos vereadores que com o apoio do prefeito, transformam demandas reais em políticas públicas concretas para o bem da população itacoatiarense da cidade e do interior.
Você sabia que a Câmara de Itacoatiara possui comissões permanentes para tratar de pautas específicas da sociedade. E tem uma delas que é a Comissão de Cultura, esporte e turismo, saiba quem são seus componentes:
A 11ª da Câmara é a Comissão de Cultura, Esporte e Turismo - CCET, tem como presidente o vereador Daniel Anveres de Mendonça, que conta com mais dois membros: O vereador Bertoni da Silva Nascimento e a vereadora Nilda Batista. Cerdeira Abrahim.
sábado, 30 de agosto de 2025
Exposição Patrimônio Histórico e Cultural de Itacoatiara, produzida pelo historiador Frank Chaves, apresenta imagens e eventos icônicos do município
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quinta-feira, 21 de agosto de 2025
O representante do espaço cultural Galeria de Artes Terezinha Peixoto Frank Chaves, participou da outorga da Medalha do Mérito Cultural Dr. João Valério de Oliveira, promovida pela Câmara de Itacoatiara, que condecorou 11 mestres do saber de Itacoatiara
1º. Valdir Chaves Menezes – Músico
2º. Maria José Alves Amazonas – Mestra do saber (Festa
Divino)
3º. Maria Lopes da Silva – Dança do Ludum
4º. Graciete Rosas Barbosa – Folclorista (Tia Suzana)
5º. Alzarina Nobre de Souza – Artesã da plaha de tucumã
6º. Lidiomar Guimarães da Silva – Folclorista (Boi Bumbá
Coração vermelho)
7º. Raimundo Nonato Quintela Barros – Folclorista (Boi Bumbá
Diamante negro)
8º. Ivo Barbosa do Rosário – Mestre do saber (Rezador/Pegador)
9º. Yêda Claudomira Costa – Tacacá
10º. Francilene Calixto Barreto – Cultura Afro brasileira
(Mãe de Santo)
11º. Rosa Inez Quintino de Lira – Plantas medicinais
O evento foi realizado pela Câmara de Itacoatiara que teve a parceira da Fundação André e Lucia Maggi - FALM, através da proposta da vereadora Nilda Abrahim. O evento, que é naturalmente formal, se encheu de cores, sons e sabores, providos pela solenidade festiva, que lotou as dependências do auditório da Casa legislativa. O presidente da Câmara vereador
Arialdo Guimarães, em seu pronunciamento declarou que já milita no meio cultural há
muitos anos, atuando na produção de fantasias e alegorias do boi bumbá Coração
Vermelho e na escola de Samba Império da Colônia. E para seu deleite, seu irmão
Lidiomar Guimarães, foi um dos homenageados. No final da solenidade o presidente
Arialdo agradeceu a participação de todos homenageados, que mantém viva a cultura
e as tradições populares de Itacoatiara.
| Gracieth Barbosa e Frank Chaves |
| Frank Chaves, Francilene Barreto e Lidiomar Guimarães. |
| Frank Chaves e a Profª Maria José Amazonas |
domingo, 3 de agosto de 2025
quinta-feira, 31 de julho de 2025
O Coletivo Galeria de Artes Terezinha Peixoto é classificado como Ponto de Cultura de Itacoatiara
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Home page
https://galeriadeartesterezinhapeixoto.blogspot.com/
Entrevista para professores da Escola Irmãs Dorotéia, abordando a história dos povos originários de Itacoatiara.
quarta-feira, 30 de julho de 2025
O recado de Vincent van Gogh
Van Gogh morreu praticamente desconhecido, tendo vendido apenas um quadro em vida. Hoje, é um dos artistas mais admirados da história da arte. Suas cores intensas, pinceladas emocionadas e temas carregados de humanidade seguem tocando corações em todo o mundo. Sua vida breve, marcada por dor e genialidade, foi sua maior obra.
#VanGogh #HistóriaDaArte
terça-feira, 15 de julho de 2025
Tarefa de uma escola pública do sexo feminino de Itacoatiara, bordada em ponto cruz de 1909.
A curto prazo, parece um bordado antigo comum, mas se trata de um tarefa escolar de uma escola pública do sexo feminino, produzida por uma aluna há 116 anos. A escola que na época era particular, portanto não era qualquer pessoa que podia frequentar. E funcionava no prédio onde hoje está sediada no 1º andar, a Academia Itacoatiarense de Letras Galeria de Artes e no 2º andar o Coletivo Cultural Galeria de Artes Terezinha Peixoto - julho de 1909, onde essa relíquia se encontra em exposição.
Trata-se de uma prova da aluna SAPHIRA MACARIA DA SILVA, na época em que as mulheres se alfabetizavam somente para o básico, ler, escrever e aprender prendas do lar. Essa tarefa, trata-se de uma aplicação bordada a mão, com linha de maquina, em um pedaço de pano de saco de açúcar, apresentando uma moldura bordada com elementos decorativos da época, na parte superior o abecedário, bordado em letras maiúsculas, na primeira e última fila em letras góticas, na segunda fila o bordado apresenta o abecedário em letras cursivas, contendo a data de confecção da peça e o nome da aluna, tudo bordado meticulosamente em letras góticas, com a técnica do bordado em ponto cruz, cuja prática artística, já era praticada aquela altura, no município de Itacoatiara, no centro do pano amarelado pelo tempo, há uma abertura grande e duas pequenas, demonstrando o desgaste, causada pelo desfiamento natural e ataque das traças, caracterizando a notável antiguidade da peça.
| Des. Marinildes C. de Mendonça Lima |




