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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Relembrando a notável literatura de cordel de Eliezer Fernandes, em Homenagem à Inauguração da Galeria de Artes Terezinha Peixoto

 

 


Homenagem à Inauguração da

Galeria de Artes Terezinha Peixoto

Autor: Eliezer Fernandes

Em 07 de abril de 2006

I


DISTINTOS AMIGOS PRESENTES,
DESCULPEM ASSIM ME EXPRESSAR,
NA PRESENÇA DE TODOS VÓS,
NO MEU MODO DE FALAR,
COM RESPEITO A TODOS,
NA HORA EM QUE ME MANIFESTAR.

II


POR ISSO ME ENCONTRO AQUI,
FAZENDO MINHA APRESENTAÇÃO,
COM MEU PEQUENO SABER
E MINHA DEDICAÇÃO,
PARA LHES FALAR NESTE DIA
DE GRANDE SIGNIFICAÇÃO.

III


PELA IDEIA BRILHANTE
DA CRIAÇÃO DESTA GALERIA,
PARA O POVO E PARA OS JOVENS,
UMA COISA DE GRANDE VALIA,
AONDE VÃO TIRAR PROVEITO
E MUITA SABEDORIA.

IV


PARA ESTA GALERIA DE ARTES,
GRANDE NOME FOI LEMBRADO:
TEREZINHA PEIXOTO,
GRANDE AMIGA DO PASSADO.
HOJE ELA ESTA COM DEUS,
MAS SEU TRABALHO É LEMBRADO.

V


OBRIGADO, TEREZINHA,
POR TUA DEDICAÇÃO,
E O AMOR QUE TINHAS POR NOSSO POVO,
POR TODA A NOSSA POPULAÇÃO!
TEU NOME SEMPRE SERÁ LEMBRADO,
GRAVADO EM NOSSO CORAÇÃO.

VI


ESTA GALERIA TERÁ
EM SUA EXPOSIÇÃO
COISAS BOAS QUE NOSSO POVO
VAI TER EM ADMIRAÇÃO.
QUEM VISITAR ESTA GALERIA,
SENDO ITACOATIARENSE OU NÃO.

VII


HOJE TEMOS A ALEGRIA
DE TERMOS ESTE CONVIDADO,
SENHOR RAIMUNDINHO DUTRA,
QUE VEIO AQUI PREPARADO
PARA LANÇAR O SEU LIVRO,
DEIXANDO O POVO MARAVILHADO.

VIII


A REVELAÇÃO HISTÓRICA DO FOLCLORE PARINTINENSE
VAI FALAR PARA NOSSA GENTE
COMO É O FOLCLORE
QUE SURGIU ASSIM REPENTE.
O FOLCLORE PARINTINENSE
COMO SE FAZ PRESENTE!

IX


PARABÉNS, SENHOR RAIMUNDINHO,
POR SUA IDEIA GENIAL
DE ESCREVER ESTE LIVRO
PARA O NOSSO PESSOAL,
SURGINDO DE PARINTINS,
TORNOU-SE UMA FESTA MUNDIAL.

X


FALANDO DA GRANDE FESTA
DESTE POVO DESTEMIDO,
DO POVO PARINTINENSE,
ORGANIZADO E DECIDIDO,
FESTA MUNDIALMENTE CONHECIDA
DE CAPRICHOSO E GARANTIDO!

XI
E NOSSA ITACOATIARA
NESTE MÊS, COM TODA ANIMAÇÃO,
A CIDADE COMEMORA
132 ANOS DE FUNDAÇÃO,
MUITA ALEGRIA E MUITA FESTA
PRA TODA A POPULAÇÃO.

XII


1.874 A 2.006,
132 ANOS DE HISTÓRIA
VIVE NOSSA CIDADE,
SUA VIDA, SUA GLÓRIA.
O POVO ITACOATIARENSE
TEM GRAVADO NA MEMÓRIA.

XIII


COMO OUTRAS FESTAS NO ANO
DO NOSSO POVO EM GERAL:
EM JUNHO, O FOLCLORE;
EM FEVEREIRO, O CARNAVAL;
EM SETEMBRO, O FECANE;
EM DEZEMBRO, O NATAL.

XIV


AGORA, COM A CRIAÇÃO
DESTA NOVA GALERIA,
O NOSSO POVO TERÁ,
EM TODAS AS HORAS DO DIA,
PARA PESQUISAR E SE INFORMAR,
COISAS DE GRANDE VALIA.

XV


OBRIGADO AO AMIGO FRANK CHAVES
PELA SUA DEDICAÇÃO,
PARA ATENDER AO NOSSO POVO
ESTARÁ SEMPRE À DISPOSIÇÃO,
COMO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE CULTURA
E PELA SUA EDUCAÇÃO.

XVI


À DONA ADRIANA AYDEN ARAÚJO,
SECRETÁRIA MUNICIPAL,
FARÁ TUDO PELO POVO
NA ASSISTÊNCIA SOCIAL,
COMO UMA GRANDE AMIGA
DO NOSSO POVO EM GERAL.

XVII
TAMBÉM ESTÃO AQUI PRESENTES,
A DANÇA DO LUNDUM VAI SE APRESENTAR,
UMA DANÇA TRADICIONAL
JAMAIS PODERIA FALTAR.
SE É FESTA DE ALEGRIA,
VAMOS TODOS NOS ALEGRAR!

XVIII


PRESENTE VALMIRO BORGES,
DO BUMBA SANGUE AZUL E REPRESENTANTE,
VEIO AQUI PRESTIGIAR
ESTA FESTA TÃO BRILHANTE.
OBRIGADO, VALMIRO BORGES,
TE SAUDO NESTE INSTANTE!

XIX


PRESENTE LIDIOMAR GUIMARÃES,
DO CORAÇÃO VERMELHO SEU BOI-BUMBÁ,
VEM DO BAIRRO DA COLÔNIA
SEU BOI REPRESENTAR,
TAMBÉM DO IMPÉRIO DA COLÔNIA,
ESCOLA DE SAMBA DO LUGAR.

XX


DO BUMBA DIAMANTE NEGRO,
DECA FONSECA AQUI ESTÁ;
DA ESCOLA DE SAMBA BOÊMIOS DE ITACOATIARA,
ELE NÃO PODIA FALTAR.
SÃO OS DONOS DOS BUMBAS E DAS ESCOLAS,
TODOS VIERAM PRESTIGIAR.

XXI


FORAM CONVIDADAS AS NOSSAS ARTESÃS,
TAMBÉM AS NOSSAS DOCEIRAS,
QUE DE UM JEITO OU DE OUTRO
FAZEM COISAS VERDADEIRAS.
CADA UMA EM SEUS TRABALHOS
DEFENDEM SUAS BANDEIRAS.

XXII


A FINALIDADE DESTA GALERIA
É AJUDAR A NOSSA GENTE,
DAR VALOR NO QUE É NOSSO,
NO QUE PODE SURGIR DE REPENTE.
VAMOS NOS UNIR E LUTAR JUNTOS
O QUE VIER PELA FRENTE!

XXIII


AS NOSSAS AUTORIDADES,
FALANDO DE UM MODO EM GERAL:
O PREFEITO, O VICE-PREFEITO,
TODO O NOSSO QUADRO SOCIAL,
OS VEREADORES, OS BANCÁRIOS,
O POVO LIVRE QUE LUTA PELO MESMO IDEAL.

XXIV


PARA QUE REINE A PAZ EM NOSSAS FAMÍLIAS
E HAJA MUITA UNIÃO,
PARA QUE O NOSSO DEUS
NOS DÊ A SANTA BÊNÇÃO,
ABENÇOE A NOSSA ITACOATIARA
E A FAMÍLIA DO POVO IRMÃO!

XXV


VAMOS REZAR POR DOM CARILLO,
COM SEU BASTÃO E SEU CAJADO,
QUE DEUS O AJUDE E LHE PROTEJA
PARA SER UM PASTOR DEDICADO,
QUE GUIE CERTO O SEU REBANHO
PELO CAMINHO TRAÇADO.


sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Escavações no bosque das seringueiras do Jauari, revelam cemitério indígena em sítio arqueológico no Amazonas


Local onde achados arqueológicos foram encontrados durante escavação em Itacoatiara. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica

Pesquisadores identificaram quatro urnas funerárias e mais de 200 fragmentos arqueológicos no Sítio Jauari, em Itacoatiara.

Um estudo arqueológico realizado no Seringal do Jauari, em Itacoatiara, no interior do Amazonas, confirmou que a área abriga um antigo cemitério indígena. Durante as escavações, pesquisadores identificaram quatro pontos com urnas funerárias e mais de 200 fragmentos de materiais arqueológicos.

O local é um fragmento florestal marcado pela presença de seringueiras e também é reconhecido como sítio arqueológico, com vestígios que ajudam a contar a história dos povos indígenas que ocuparam a região antes da chegada dos europeus.

O trabalho foi realizado depois que o proprietário de uma área dentro do sítio iniciou a construção de um muro. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) notificou o responsável e solicitou a realização de um estudo arqueológico antes de novas intervenções no terreno.

O proprietário contratou uma equipe especializada para realizar o projeto de salvamento arqueológico. A intenção é preservar a maior parte da área e fazer poucas intervenções no terreno. Os locais considerados de menor potencial arqueológico poderão ser utilizados futuramente, desde que respeitadas as orientações técnicas e legais.

“Ele praticamente será um guardião desse sítio. Então qualquer obra que ele irá fazer vai consultar sempre a parte arqueológica e a parte ambiental”, explicou a engenheira ambiental Kesia Maia.

Quatro urnas funerárias são encontradas

Durante cerca de uma semana de escavações, os arqueólogos identificaram quatro locais com urnas funerárias. A descoberta confirmou a hipótese de que a área funcionava como um cemitério indígena.

Segundo a arqueóloga Elaine Parintins, as urnas não serão retiradas. As escavações foram interrompidas justamente para preservar o contexto funerário.

“É de fato um sítio arqueológico muito complexo e que conta um pouco da história pré-colonial, antes do contato com os europeus”, afirmou.

A pesquisa também se conecta a um estudo realizado há 14 anos. Em 2012, pesquisadores encontraram uma urna funerária a cerca de 200 metros da área atualmente estudada.

Segundo o professor Carlos Augusto da Silva, a urna encontrada naquele período continha restos mortais de oito pessoas, sendo duas crianças.

Para os pesquisadores, os novos achados ajudam a confirmar a função funerária do local. A expectativa é que áreas de habitação, onde ficavam as moradias dos antigos habitantes, estejam nas proximidades do cemitério.

Além das urnas, a equipe retirou mais de 200 fragmentos arqueológicos durante os trabalhos. Entre os materiais estão peças de cerâmica, fragmentos com pinturas e decorações e um objeto que pode ter sido utilizado como ferramenta.

O material coletado será levado para Manaus, onde passará por higienização, catalogação e análise em laboratório da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

As quatro urnas encontradas durante a pesquisa permanecerão preservadas no próprio local.

Fragmentos arqueológicos encontrados durante os trabalhos. — Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica

Alunos conhecem sítio arqueológico

Durante os trabalhos, estudantes da Escola Municipal Isaac Peres visitaram o Seringal do Jauari para conhecer a pesquisa e aprender sobre a importância da preservação do patrimônio arqueológico.

A professora Lucifran Lima da Silva acompanhou a visita. Segundo ela, a escola já trabalhava com o tema e tinha preocupação com a preservação da área.

“É importante que essas crianças que estão crescendo saibam a sua história, o que aconteceu aqui, as urnas arqueológicas e o que elas significam”, disse.

A professora destacou ainda que o contato com o sítio ajuda a despertar a curiosidade dos estudantes sobre a história dos povos indígenas que viveram na região.

Itacoatiara tem 46 sítios arqueológicos

Itacoatiara possui atualmente 46 registros no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (CNSA), em áreas urbanas e rurais do município.

O número é superior ao registrado em 2012. Naquele ano, o Iphan informava que havia 27 sítios arqueológicos cadastrados em Itacoatiara e realizava estudos para inventariar outras áreas.

O Sítio Jauari já era pesquisado naquele período. Uma reportagem do g1 publicada em agosto de 2012 registrou escavações realizadas por pesquisadores no local.

Na época, o Iphan informou que os estudos faziam parte de um trabalho de levantamento do patrimônio arqueológico do município. Entre os objetivos estava identificar quais sítios ainda resistiam à ação humana e quais outras áreas

O Sítio Jauari já era pesquisado naquele período. Uma reportagem do g1 publicada em agosto de 2012 registrou escavações realizadas por pesquisadores no local.

Na época, o Iphan informou que os estudos faziam parte de um trabalho de levantamento do patrimônio arqueológico do município. Entre os objetivos estava identificar quais sítios ainda resistiam à ação humana e quais outras áreas poderiam ser cadastradas.

Quatorze anos depois, novas pesquisas voltaram ao Jauari e ampliaram o conhecimento sobre a ocupação indígena antiga na região.

Preservação

A realização do estudo está relacionada ao licenciamento ambiental e à proteção do patrimônio arqueológico. Quando uma obra ou intervenção pode afetar esse tipo de patrimônio, o Iphan participa do processo para garantir que os vestígios sejam identificados e preservados.

No Jauari, a pesquisa permitiu delimitar as áreas de maior concentração de vestígios e orientar possíveis intervenções futuras.

Para os pesquisadores, preservar o sítio significa manter parte da memória dos povos que viveram na região antes da colonização.

Além do valor arqueológico, o Seringal do Jauari mantém uma área de vegetação com presença de seringueiras, reunindo em um mesmo espaço elementos da história indígena e da ocupação mais recente da região.

O material coletado durante a pesquisa ainda será analisado pelos especialistas. Os estudos devem ajudar a identificar com mais detalhes como viviam os povos que ocuparam o local e ampliar o conhecimento sobre a história antiga de Itacoatiara e da Amazônia.


Alunos acompanham trabalho de arqueólogos durante escavação. — Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica


Por Liam Cavalcante, Rede Amazônica
14/08/2026 05h02



quarta-feira, 10 de junho de 2026

Representante do Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto, participa da entrega da homenagem a SEMCTUR

 

No dia 8 de junho, o representante do Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto Frank Chaves, participou da entrega da homenagem legislativa a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e de Abastecimento e Terras, pelos relevantes serviços prestados ao município.

O evento foi realizado no plenário da Câmara Municipal de Itacoatiara, sob a presidência do vereador Arialdo Guimarães, com a propositura de iniciativa da vereadora Nilda Abrahim. No evento estiveram presentes os secretários e servidores das pastas homenageadas, que participaram da solenidade de entrega da Moção de Aplausos Legislativo do Município de Itacoatiara. Na qual estiveram presentes vários representantes de Pontos de Cultura e fazedores de cultura do Município de Itacoatiara.


sexta-feira, 22 de maio de 2026

Preservar a memória em seu lugar de origem importa! - Semana do Museu da Galeria de Artes Terezinha Peixoto

  

   

Ao longo da história, muitos patrimônios arqueológicos e paleontológicos encontrados no Brasil e no Amazonas, foram deslocados de seus contextos de origem e levados para outros centros e instituições.

Por isso, a criação de museus locais é tão importante: eles ajudam a manter a memória próxima das comunidades, paisagens e histórias às quais pertencem.

O Museu Arqueológico da cultura indígena de Itacoatiara, nasce também desse compromisso. Através da pesquisa arqueológica, do desenvolvimento museológico e da preservação regional, o espaço contribuirá para que os vestígios encontrados na região permaneçam próximos do território onde sua história aconteceu.

Após as enchentes do Rio Amazonas e durante algumas escavações de obras, inúmeros vestígios arqueológicos foram encontrados em Itacoatiara, nas localidades do Jauari,(pedras), Guajará (Hermasa), Rio Urubu (Comunidade Pedra chata) e no Rio Arari. Preservar esses materiais também é preservar pertencimento, acesso e memória. Visite o nosso museu!

sexta-feira, 8 de maio de 2026



O Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto, tem a honra de parabenizar todos os artistas plásticos de Itacoatiara, a querida cidade da Pedra Pintada, neste 08 de maio – Dia Nacional do Artista Plástico.

Hoje celebramos aqueles que, com talento, sensibilidade e dedicação, transformam cores, formas e sentimentos em obras que expressam a identidade, a história e a riqueza cultural do nosso povo.

Cada tela, cada traço e cada criação carregam a alma da Amazônia e fortalecem a valorização da nossa cultura local, inspirando gerações e preservando nossas raízes.

Parabéns a todos os artistas que fazem de Itacoatiara um verdadeiro celeiro de arte e criatividade!

Viva a arte! Viva os artistas de Itacoatiara!

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Parabéns trabalhador da cultura pelo seu dia!

 

Ser artista é transformar sentimento em expressão, ideias em criação e cultura em identidade. É um Trabalho que exige dedicação, sensibilidade e muita paixão. Hoje celebramos a classe artística, em especial de Itacoatiara, que com talento e coragem, mantém viva a arte e enriquecem a nossa história. 
O nosso reconhecimento e gratidão a cada artista!

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Parabéns aos trabalhadores da cultura de Itacoatiara


O ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto, celebra este 1º de Maio reconhecendo a força, o talento e a dedicação de quem transforma sonhos em realidade através das mãos e do intelecto.

Neste Dia do Trabalho, prestamos uma homenagem especial a todos trabalhadores da cultura de Itacoatiara. Vocês são os operários da sensibilidade, que com cores, formas e expressões, mantêm viva a nossa identidade e constroem o patrimônio cultural de nossa terra.

O trabalho do artista é essencial: ele documenta a história, provoca a reflexão e embeleza a nossa jornada.

Parabéns a todos os trabalhadores e, em especial, aos nossos talentosos artistas itacoatiarenses!

sábado, 25 de abril de 2026

Parabéns Itacoatiara pelo seu 152º Aniversário

 




Mensagem do ex-prefeito Francisco Pereira da Silva (Chico do Incra) pelos 152 anos de Itacoatiara-AM

 


Hoje é dia de celebrar com orgulho e emoção os 152 anos da nossa querida Itacoatiara, terra de história, de luta e de gente trabalhadora. Ao longo de sua trajetória, nossa cidade foi construída com o esforço de homens e mulheres que, com coragem e determinação, ajudaram a moldar este município tão importante para o Amazonas.

Tenho a honra de ter contribuído, como gestor público, com uma parte dessa história, sempre com o compromisso de servir ao povo e trabalhar pelo desenvolvimento de Itacoatiara. Cada conquista alcançada é fruto da união da nossa gente e da força das nossas raízes, que remontam aos povos originários, verdadeiros fundadores desta terra.

Neste aniversário, reafirmo minha admiração por este município que tanto amo e deixo minha mensagem de esperança e que Itacoatiara continue crescendo, gerando oportunidades para todos.

Parabéns, Itacoatiara, pelos seus 152 anos! Que o futuro seja ainda mais promissor para todos nós.

Com respeito e gratidão,
Francisco Pereira da Silva
Ex-prefeito de Itacoatiara-AM

Mensagem do ex-prefeito Miron Fogaça, pelo 152 aniversário de Itacoatiara




domingo, 19 de abril de 2026

Dia dos Povos Indígenas (19 de abril) - O Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto se congratula com os povos indígenas e com Itacoatiara

 

No dia 19 de abril, celebramos o Dia dos Povos Indígenas, uma data de profundo significado para todos nós, especialmente para o povo de Itacoatiara, que neste mesmo mês comemora seus 152 anos de história.

Nossa cidade carrega, em sua essência, as marcas vivas dos povos indígenas que aqui habitaram muito antes de qualquer marco oficial de fundação. Foram eles os primeiros guardiões desta terra, os responsáveis por transmitir saberes, tradições, respeito à natureza e valores que até hoje sustentam nossa identidade cultural.

A Libini, o Valdiney o nosso Tuxaua Sérgio e eu, no dia do nosso pertencimento ídígena.

Ao celebrarmos mais um aniversário de Itacoatiara, é impossível não reconhecer que nossas raízes estão profundamente ligadas à cultura indígena. Essa herança se manifesta em nossos costumes, na nossa relação com os rios e a floresta, na nossa alimentação, na nossa linguagem e na forma como enxergamos o mundo.

Mas esta não é apenas uma data de memória — é também um momento de reflexão. Os povos indígenas continuam presentes no nosso dia a dia, a exemplo da etnia Mura do Rio Urubu, que contínua resistindo, lutando por seus direitos, preservando sua cultura e contribuindo ativamente para a construção de uma sociedade mais justa, equilibrada e sustentável para todos.

Como presidente do Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto, onde eu o Valdiney fazemos parte e somos parentes, reafirmo o compromisso em valorizar, respeitar e apoiar as comunidades indígenas, reconhecendo sua importância histórica, cultural e social para o nosso município e para toda a Amazônia.

É fundamental reconhecer que mantemos o Museu da Cultura Indígena de Itacoatiara como espaço de preservação da memória, dos saberes e dos fazeres dos povos indígenas que habitaram e deram origem à nossa cidade antes da colonização portuguesa. Foram esses povos originários que estabeleceram as bases de ocupação do território em período pré-colombiano, contribuindo decisivamente para a formação histórica e cultural de Itacoatiara. Qualquer narrativa que desconsidere esse protagonismo acaba por invisibilizar e desvalorizar a importância dos povos indígenas na construção da nossa identidade.

Que possamos, cada vez mais, aprender com a sabedoria dos povos originários e caminhar juntos na construção de um futuro onde haja respeito, dignidade e igualdade para todos.

Saudações pelo Dia 19 de abril! Viva os povos indígenas e Viva Itacoatiara, de origem tipicamente nativa, pelos seus 152 anos de história, cultura e resistência!

Uma mensagem significativa do primeiro e único indígena membro da Academia Brasileira de Letras Ailto, Kernak

E para ilustrar, uma linda e significativa mensagem da Yandra Mawe, nos leva a refletir sobre a importância da data de hoje.



sábado, 18 de abril de 2026

Origem de Itacoatiara, por Edmilson Almeida


 ORIGEM DE ITACOATIARA

ALMEIDA DE OLIVEIRA, Edmilson


Num belo certo dia o rio Amazonas
Uma rústica embarcação o subia.
Era Xavier Furtado quem comandava
Aquela tropa de homens
Que o Amazonas desbravava.

Aqui, ali, acolá,
Eles ancoravam e saíam a caçar,
Até que num porto em que nada havia,
Um forte homem foi morto.
E lá ficaram mais que um dia.

Enfurecido e, também entristecido
Com o desgosto que a natureza lhe trouxera,
Como que se as pedras fossem de fisalita,
Xavier Furtado curiosamente as fita e,
Numa delas, faz a pronúncia: “ITA”.

Isso o impressionou:
“Tê-la-á gravado a Natureza
Ou aqueles que procuramos falam de fortaleza?
Isto é impactante!
Decidam, pois, agora, qual dos dois é importante:
Aqui ficarmos ou irmos jornada avante?”

E estavam em meditação
Quando exclamou Xavier Furtado:

“Ei! Olhem! O lugar parece ser brio,
Vejam no toco daquela árvore
Um animal que mostra ter frio,
Vamos buscá-lo vivo, e não
O façamos de caça”.

— “Não! Parem” — vociferou um esbelto caboclo —
— “Ele é bravo e se chama COATI.”

— “Coati?”
— “Sim, eu conheço”.

— “Ah! Vejam!” — exclamou o general.
— “O quê? O quê?” — interrogam-no os demais.

O general ficou atônito,
Pois vira, assim confessou,
A imagem perfeita de uma
Mulher robusta, em silhueta.

Novamente o caboclo se intromete e diz:
— “Imaginariamente, não sei se o senhor pressente
Que o lugar aqui está pra gente.

Sobre o que o líder fantasiou
Nossa história nos contou:
‘No Amazonas existe a lenda da IARA.’”

A curiosidade desperta-os mais e mais.

Dilucidou um deles:
“Aqui, o lugar não é idílico!
É selvagem até demais,
Prove, senhor general, ser capaz de
Descobrir o que a Natureza faz.”

Todos pasmaram-se!
O silêncio, repentinamente,
Aquele lugar dominou,

Quando, inesperadamente,
Um grupo de silvícolas ali chegou.

Em gesticulação Xavier Furtado
À sua tropa transmitia:
“Não falem, não!
Estamos passando perigo
Com os homens da região,
Apesar de serem amigos
De quem está em embarcação.”

Cheio de horror, não querendo abandonar
O lugar que o maravilhou,
O caudilho a embarcação desatracou e,
Após deixar a mensagem do que seria capaz,
Se foi para nunca mais:

“Pedro é fortaleza!
Animal é riqueza!
Silhueta de mulher o rio embeleza!

Vou descobrir, vibrante cabo-de-guerra,
Do que a Natureza é capaz:
Até nome de lugar é ela que nos dá.
Se não crê no que digo,
Ouça o que vou pronunciar:

Naquele porto há ITA, pedra;
Naquela mata há COATI, animal;
Naquele rio há IARA, silhueta de mulher.
Preste atenção para esta justaposição:
ITA-COATI-IARA foi o nome que DEUS deu
Ao lugar onde um de nós morreu.”

O chefe militar, mudando o semblante,
Admirado disse ao marujo:

“Amigo, quando chegarmos lá
Não vá dizer que vimos
A ITA, o COATI, a IARA,

Mas, sim, que DEUS nos fez
Descobrirmos o lugar
ITACOATIARA.”



Poema escrito em 19/04/1974, por Edmilson Almeida, por ocasião dos festejos do Centenário de Itacoatiara; declamado em 25/04/1974, na Praça de Herculano de Castro e Costa, sob aplausos da plateia, que permaneceu em pé por aproximadamente 5 minutos.



sexta-feira, 17 de abril de 2026

Participando da banca de jurados do Festival alusivo ao Dia dos Povos Originários do Município de São Sebastião do Uatumã - 2026

Na banca de jurados do evento: Eu, a Marly e o Renan

Performance do cotidiano indígena, apresentado pela tribo Caxinawa.

Apresentação da alegoria do gavião real da tribo Yanomami
 
Apresentação da tribo Kashinawá

Apresentação da tribo Yanomami

Apresentação da tribo Kashinawá

Quadra poliesportiva da Escola Estadual São Sebastião

Logo do evento

Na lancha que nos transportou para o Município de São Sebastião do Uatumã


Paisagem do Rio Amazonas, na rota da viagem para São Sebastião do Uatumã

No Município de São Sebastião do Uatumã, onde eu, a Marly e o Renan, participamos da banca de jurados do Festival dos Povos Indígenas do Município - 2026, organizado pela Escola Estadual São Sebastião. Após análise criteriosa e técnica, saiu vitoriosa a tribo Kashinawa. Houve também apresentação da tribo Yanomami e Mundurucu. Todas fizeram excelentes apresentações! Uma saiu com o título e todas foram vencedoras pela excelente performance a presentada.

A missão começou em Itacoatiara, onde recebemos o convite para participar do evento, depois pegamos a estrada de Itapiranga até o porto rural do mesmo Município, de lá, pegamos uma lancha, para seguir pelo rio Uatumã, para chegar ao Município de São Sebastião do Uatumã. Apesar da longa distância, mas a viagem fluvial compensa, pelas belíssimas paisagens que se pode apreciar, bem como, receber a viagem toda as rajadas de vendo e ar puro amazônico.

Na oportunidade parabenizo a proativa diretora da Escola Socorro Araújo, os professores e técnicos envolvidos na organização e especialmente a diretora os alunos que se emprenharam o máximo para entregar um trabalho de notável. E a parceira Marly Nogueira pelo convite para participar da banca de jurados desse espetacular evento .

quarta-feira, 15 de abril de 2026

15 de Abril – Dia Mundial da Arte - Uma fusão de tradições e gênios! Parabéns nobres artistas!


Hoje celebramos o Dia Mundial da Arte, uma data criada em homenagem ao nascimento de Leonardo da Vinci, símbolo universal da criatividade, da inovação e da capacidade humana de transformar o mundo através da arte. O dia 15 de abril, foi instituído em 2019 pela UNESCO, com o objetivo de promover o desenvolvimento e a valorização das expressões artísticas em todo o mundo.

Mais do que uma celebração global, este é um momento de reconhecer a força da arte em nossas vidas — como expressão, identidade e memória coletiva.

Em Itacoatiara, essa conexão com a arte atravessa séculos. Somos, historicamente, a cidade da pedra pintada, um território marcado pelos registros deixados por nossos ancestrais, que eternizaram suas vivências por meio de desenhos em baixo relevo nas pedras que deram origem ao nome da nossa cidade.

Essas manifestações milenares, somadas à riqueza das cerâmicas, esculturas e pigmentos produzidos pelos povos originários, revelam que a arte sempre foi parte essencial da nossa identidade.

Hoje, esse legado vive e se fortalece através dos nossos artistas contemporâneos — homens e mulheres que, com talento e sensibilidade, continuam a contar a história do nosso povo, valorizando nossas raízes e projetando nossa cultura para o futuro.

O Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto homenageia todos os artistas itacoatiarenses, verdadeiros guardiões da nossa memória e construtores da nossa identidade cultural.

Valorize quem faz arte! Considerando que Itacoatiara é um celeiro de bonança de notáveis artistas! Incentive curtindo, compartilhando suas publicações nas redes sociais e, principalmente, adquirindo suas obras e serviços — fruto do seu talento, dedicação e trabalho.

Que a arte siga sendo ponte entre o passado e o presente, inspirando novas gerações e reafirmando o orgulho de ser itacoatiarense.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Galeria de Artes Terezinha Peixoto recebe Certificação do Ministério da Cultura como de Ponto de Cultura de Itacoatiara

Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto é cadastrado e certificado pelo Ministério da Cultura Confira o link: https://culturaviva.cultura.gov.br/agente/13138184/#info











A Galeria de Artes Terezinha Peixoto tem a alegria de informar à comunidade itacoatiarense que foi certificada pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura de Itacoatiara, reconhecimento que valoriza as iniciativas culturais voltadas à preservação da memória, da arte e da identidade local.
Atualmente, a sede provisória da organização está localizada no 2º andar do prédio da Academia de Letras de Itacoatiara, em frente à Praça de São Francisco. No espaço, são oferecidos à comunidade itacoatiarense, visitantes e pesquisadores o Museu Arqueológico Indígena de Itacoatiara, bem como um acervo de antiguidades, composto por objetos históricos utilizados por famílias tradicionais do município, contribuindo para a preservação da história e da cultura local.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Representante da Galeria de Artes Terezinha Peixoto, participa da 1ª TEIA dos Pontos de Cultura do Amazonas, como delegado de Itacoatiara





O representante do Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto Frank Chaves, apresentou a proposta de criação do IDC - Índice de Desenvolvimento Cultural, que se espelha no IDEB da educação, como criação de uma política de Estado, para mensurar, acompanhar, incentivar e elevar os índices de desenvolvimento e investimento da educação nacional, em todos entes federados, visando pontuar, certificar e incentivar, a gestão pública, a ficar mais atenta no investimento no orçamento estadual e municipal, para que possam considerar o bônus e ônus do investimento regular na cultura. 
Que será mensurado pelos resultados do IDC de cada ente federado.



Na foto, a Subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais do MINC, recebendo a minha proposta. Compartilhando desse momento, com o Glauber representante do Fórum de Itacoatiara. Vale ressaltar, que a proposta foi elogiada pela Secretária de Cidadania Cultural do MINC Márcia Rollemberg.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Que tal descansar a sombra de um bucólico pergolado, idealizado pelo saudoso Moysés Israel e saber um pouco de sua história.




Trata-se de uma estrutura de jardim feita para proporcionar sombra ou um espaço aconchegante ao ar livre, frequentemente usada para apoiar plantas trepadeiras, como as flores cor-de-rosa que você vê no topo. O local conta com: 

Este aconchegante pergolado foi idealizado pelo Sr. Moysés Israel e está localizado em frente à Memorália Moysés Israel, espaço que integra a antiga residência onde viveu em Itacoatiara. Visionário e generoso, Moysés Israel doou esta área para a implantação do Campus da Universidade Federal do Amazonas em Itacoatiara, hoje ICET/UFAM.

Personagem de destaque na vida econômica do Amazonas nas últimas sete décadas, Moyses Benarros Israel nasceu em Manaus em 10 de fevereiro de 1924. Filho de Salomão Benarros Israel e de Carlota Benayon Israel, ambos nascidos em Belém (PA), o empresário começou a trabalhar aos 11 anos como office-boy na firma I.B. Sabbá & Cia.Ltda, de propriedade de seu tio Isaac. E desde então se dedicou ao trabalho e a luta pelo desenvolvimento do Amazonas. Em Itacoatiara, doou terras para construir a UFAM, UEA, CETAM, SESI e articulou a doação do prédio histórico para instalação do SENAC. E também articulou a vinda do SENAI e SESC para Itacoatiara.

No dia 30 de maio de 2015, na inauguração da Memorália, o Sr. Moysés Israel registrou a colaboração de amigos ao longo de sua bem-sucedida trajetória empresarial e destacou que o espaço é mais uma forma de reafirmar seu compromisso com a educação dos jovens.
“Os senhores encontrarão naquelas paredes algumas reminiscências da minha vida; algumas respostas para estudantes e o meu amor por Itacoatiara. Agradeço aos amigos que compareceram a este ato no qual renovo o meu compromisso de trabalho com a educação dos jovens”, disse ele.

A memorália abriga uma notável coleção de títulos, medalhas e comendas recebidas ao longo de mais de 90 anos de dedicação ao desenvolvimento econômico, social e cultural de Itacoatiara e do Estado do Amazonas, fruto de sua atuação como empresário e filantropo.




Neste simples e rústico banco que Moysés Israel se sentou por inúmeras vezes para conversar com amigos e autoridades públicas, para discutir assuntos de interessa da comunidade e contemplar a natureza que cercava sua chácara, cuidadosamente preservada. Ao seu redor, ergueram-se posteriormente os blocos de salas de aula, laboratórios e a biblioteca do Campus Universitário da UFAM em Itacoatiara, simbolizando a harmônica integração entre memória, natureza e educação.