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segunda-feira, 16 de março de 2026

Galeria de Artes Terezinha Peixoto recebe Certificação do Ministério da Cultura como de Ponto de Cultura de Itacoatiara











A Galeria de Artes Terezinha Peixoto tem a alegria de informar à comunidade itacoatiarense que foi certificada pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura de Itacoatiara, reconhecimento que valoriza as iniciativas culturais voltadas à preservação da memória, da arte e da identidade local.
Atualmente, a sede provisória da organização está localizada no 2º andar do prédio da Academia de Letras de Itacoatiara, em frente à Praça de São Francisco. No espaço, são oferecidos à comunidade itacoatiarense, visitantes e pesquisadores o Museu Arqueológico Indígena de Itacoatiara, bem como um acervo de antiguidades, composto por objetos históricos utilizados por famílias tradicionais do município, contribuindo para a preservação da história e da cultura local.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Participando da 1ª TEIA dos Pontos de Cultura do Amazonas, como delegado de Itacoatiara





O representante do Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto, apresentou a proposta de criação do IDC - Índice de Desenvolvimento Cultural, que se espelha no IDEB da educação, como criação de uma política de Estado, para mensurar, acompanhar, incentivar e elevar os índices de desenvolvimento e investimento da educação nacional, em todos entes federados, visando pontuar, certificar e incentivar, a gestão pública, a ficar mais atenta no investimento no orçamento estadual e municipal, para que possam considerar o bônus e ônus do investimento regular na cultura. 
Que será mensurado pelos resultados do IDC de cada ente federado.



Na foto, a Subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais do MINC, recebendo a minha proposta. Compartilhando desse momento, com o Glauber representante do Fórum de Itacoatiara. Vale ressaltar, que a proposta foi elogiada pela Secretária de Cidadania Cultural do MINC Márcia Rollemberg.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Que tal descansar a sombra de um bucólico pergolado, idealizado pelo saudoso Moysés Israel e saber um pouco de sua história.




Trata-se de uma estrutura de jardim feita para proporcionar sombra ou um espaço aconchegante ao ar livre, frequentemente usada para apoiar plantas trepadeiras, como as flores cor-de-rosa que você vê no topo. O local conta com: 

Este aconchegante pergolado foi idealizado pelo Sr. Moysés Israel e está localizado em frente à Memorália Moysés Israel, espaço que integra a antiga residência onde viveu em Itacoatiara. Visionário e generoso, Moysés Israel doou esta área para a implantação do Campus da Universidade Federal do Amazonas em Itacoatiara, hoje ICET/UFAM.

Personagem de destaque na vida econômica do Amazonas nas últimas sete décadas, Moyses Benarros Israel nasceu em Manaus em 10 de fevereiro de 1924. Filho de Salomão Benarros Israel e de Carlota Benayon Israel, ambos nascidos em Belém (PA), o empresário começou a trabalhar aos 11 anos como office-boy na firma I.B. Sabbá & Cia.Ltda, de propriedade de seu tio Isaac. E desde então se dedicou ao trabalho e a luta pelo desenvolvimento do Amazonas. Em Itacoatiara, doou terras para construir a UFAM, UEA, CETAM, SESI e articulou a doação do prédio histórico para instalação do SENAC. E também articulou a vinda do SENAI e SESC para Itacoatiara.

No dia 30 de maio de 2015, na inauguração da Memorália, o Sr. Moysés Israel registrou a colaboração de amigos ao longo de sua bem-sucedida trajetória empresarial e destacou que o espaço é mais uma forma de reafirmar seu compromisso com a educação dos jovens.
“Os senhores encontrarão naquelas paredes algumas reminiscências da minha vida; algumas respostas para estudantes e o meu amor por Itacoatiara. Agradeço aos amigos que compareceram a este ato no qual renovo o meu compromisso de trabalho com a educação dos jovens”, disse ele.

A memorália abriga uma notável coleção de títulos, medalhas e comendas recebidas ao longo de mais de 90 anos de dedicação ao desenvolvimento econômico, social e cultural de Itacoatiara e do Estado do Amazonas, fruto de sua atuação como empresário e filantropo.




Neste simples e rústico banco que Moysés Israel se sentou por inúmeras vezes para conversar com amigos e autoridades públicas, para discutir assuntos de interessa da comunidade e contemplar a natureza que cercava sua chácara, cuidadosamente preservada. Ao seu redor, ergueram-se posteriormente os blocos de salas de aula, laboratórios e a biblioteca do Campus Universitário da UFAM em Itacoatiara, simbolizando a harmônica integração entre memória, natureza e educação.


Itacoatiara e os 151 anos de colonialismo cultural

 
 

Itacoatiara é uma cidade rica em ritos, lendas, costumes, tradições, danças típicas, culinária própria e ritmos que nasceram às margens do rio Amazonas, moldados pela vivência indígena, ribeirinha e cabocla. Ainda assim, paradoxalmente, vive hoje um profundo processo de esquecimento e apagamento de sua identidade cultural. Não por falta de história, mas por ausência de valorização, preservação e políticas efetivas de memória.

Ao longo de seus 151 anos, Itacoatiara tem sido palco de sucessivas ondas de colonialismo cultural. Cada época trouxe consigo costumes externos que se impuseram sobre as expressões locais, muitas vezes não por troca cultural legítima, mas por força econômica, política ou social. O resultado é um cenário onde o que é originário vai sendo empurrado para as margens, enquanto o que vem de fora ocupa o centro das festividades, dos palcos e do imaginário coletivo.

Um exemplo marcante ocorreu durante o auge das madeireiras Gethal e Carolina. Sob sua influência econômica, um grande contingente de trabalhadores oriundos do Sul do país se estabeleceu no município, trazendo consigo suas danças, ritmos e vestimentas típicas. As danças gaúchas, por um período, protagonizaram uma verdadeira invasão no folclore itacoatiarense, dominando eventos culturais e substituindo manifestações locais. Não se tratou de integração cultural, mas de imposição simbólica associada ao poder econômico. Com a mudança das políticas ambientais e o fechamento das grandes madeireiras, esse figurino cultural foi, aos poucos, se diluindo, evidenciando o quanto era alheio às raízes da cidade.

Hoje, o processo se repete, sob novas formas. Danças e ritmos oriundos do Maranhão, de Pernambuco, de outras regiões do Nordeste e até do Pará vêm sendo introduzidos de maneira acrítica, muitas vezes “goela abaixo”, ocupando espaços que deveriam servir ao fortalecimento da identidade local. Não se trata de rejeitar outras culturas — todas são legítimas e merecem respeito —, mas de questionar a substituição contínua daquilo que é nosso por referências externas, como se a cultura itacoatiarense fosse insuficiente ou inexistente.

O perigo desse movimento está no apagamento gradual da memória coletiva. Quando uma cidade deixa de ensinar suas próprias danças, cantar seus próprios ritmos e contar suas próprias histórias, as novas gerações passam a acreditar que aquilo que veio de fora sempre fez parte de sua identidade. É nesse ponto que o colonialismo cultural se consolida: quando o povo já não reconhece a si mesmo.

Triste é o povo que não valoriza suas tradições, não preserva sua memória e não resgata sua história cultural. A cultura não é entretenimento descartável; é identidade, pertencimento e resistência. Preservá-la não significa fechar-se ao mundo, mas fortalecer as próprias raízes para dialogar de forma digna e consciente com outras culturas.

Itacoatiara precisa decidir se continuará sendo apenas palco para culturas alheias ou se assumirá, de fato, o compromisso de reconhecer, proteger e promover aquilo que a constitui enquanto povo. Resgatar danças, ritmos, saberes, culinária e narrativas locais não é um ato nostálgico — é um gesto de sobrevivência cultural.

Sem memória, não há identidade. Sem identidade, não há futuro.


Por Frank Queiroz Chaves

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Equipe de alunos de Robótica Elétrons, da Escola SESI Abrahão Sabbá, participam de palestra, seguida de uma visita guiada ao Museu Arqueológico da Galeria Terezinha Peixoto





Na tarde de hoje, tive a honra de ministrar uma palestra sobre a arqueologia de Itacoatiara, aos alunos da Equipe de Robótica Elétrons, da Escola SESI Abrahão Sabbá, seguida de uma visita guiada ao Museu Arqueológico da Galeria Terezinha Peixoto, sediado no prédio da Academia de Letras de Itacoatiara. O momento contou com a presença do presidente da Academia, Salomão Barros, e da confreira Marusca Wisler, que apoia o projeto e prestigiaram a atividade.

A Equipe de Robótica Elétrons está se preparando para a temporada UNEARTHED 2025 da First LEGO League Challenge (FLL), competição internacional que desafia jovens de 9 a 15 anos a desenvolverem projetos inovadores inspirados na arqueologia.

Orientados pelos professores Eric Melo e Dayane Trindade, os alunos unem criatividade, programação e engenharia para propor soluções tecnológicas que auxiliem o trabalho de arqueólogos, contribuindo para a preservação e valorização do patrimônio histórico.

Com o lema “Desenterrar o passado e descobrir o futuro”, os jovens talentos da Equipe Elétrons representam um inspirador exemplo de como a Ciência, a Tecnologia, a Engenharia e a Matemática (STEM) podem caminhar lado a lado com a cultura e a educação em Itacoatiara. 

O grupo de alunos, seus professores e apoiadores estão de parabéns, pois  idealizam como produto final, criar um portal versando sobre a arqueologia de Itacoatiara, mostrando os artefatos arqueológicos e sua importância para comunidade local e para toda a rede de internet, que será de grande valia para valorizar a nossa história. De onde vimos e para onde vamos!

domingo, 12 de outubro de 2025

Artistas plástico Téo Braga abre a Exposição Vida de ribeirinho, nesta sexta de 17 de outubro no Centro Cultural Velha Serpa


Téo Braga, fará sua Exposição intitulada Vida de Ribeirinho, no salão de eventos do Cetro Cultural Velha Serpa, no período de 17 a 24 de outubro de 2025.


"Valorizar o modo de vida ribeirinho e promover o acesso à arte amazônica com foco na inclusão, sensibilidade ambiental e diversidade cultural."

A abertura da Exposição do Téo Braga será realizada dia 17, às 19h, no Centro Cultural Velha Serpa, no bairro das Pedreiras. Participe!

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Hoje é Dia do Vereador, o agente público que pode propor políticas públicas para o desenvolvimento da cultura e para todas as áreas da administração pública

 

Reconhecemos quem faz a ponte direta entre o cidadão e o poder público. 

O papel do vereador é ouvir a comunidade, propor leis, requerimentos indicar propostas e fiscalizar o executivo. Garante a transparência no uso do dinheiro público e encaminha soluções no serviço de: saúde, educação, cultura, infraestrutura, entre todas áreas da administração pública. 

A cidade avança, quando a Câmara tem representantes atuantes e propositivos, como tem a o Município de Itacoatiara. Parabéns aos vereadores que com o apoio do prefeito, transformam demandas reais em políticas públicas concretas para o bem da população itacoatiarense da cidade e do interior.

Você sabia que a Câmara de Itacoatiara possui comissões permanentes para tratar de pautas específicas da sociedade. E tem uma delas que é a Comissão de Cultura, esporte e turismo, saiba quem são seus componentes:

A 11ª da Câmara é a Comissão de Cultura, Esporte e Turismo - CCET, tem como presidente o vereador Daniel Anveres de Mendonça, que conta com mais dois membros: O vereador Bertoni da Silva Nascimento e a vereadora Nilda Batista. Cerdeira Abrahim.

sábado, 30 de agosto de 2025

Exposição Patrimônio Histórico e Cultural de Itacoatiara, produzida pelo historiador Frank Chaves, apresenta imagens e eventos icônicos do município







A Exposição Patrimônio Histórico e Cultural de Itacoatiara 1903-1912, apresenta uma coletânea de fotografias antigas da cidade, personagens e eventos que marcaram a história do município. A exposição foi apresentada no evento festivo da programação de aniversário de 50 anos da Rádio Difusora de Itacoatiara, que também faz parte da história da comunicação de nosso município.

O evento foi aberto ao público e realizado em frente ao palco de eventos, no centro da rua Antonio Serudo Martins, bem em frente da Rádio Difusora, no dia 30 de agosto de 2025 e contou com expressiva participação do público.

A exposição teve o incentivo do Governo Federal, através do Ministério da Cultura, da Lei Paulo Gustavo, do Governo do Amazonas, através da Secretaria de Estado e Economia Criativa e do CONEC - Conselho Estadual de Cultura do Amazonas.

Clique na imagem abaixo e assista o vídeo!


quinta-feira, 21 de agosto de 2025

O representante do espaço cultural Galeria de Artes Terezinha Peixoto Frank Chaves, participou da outorga da Medalha do Mérito Cultural Dr. João Valério de Oliveira, promovida pela Câmara de Itacoatiara, que condecorou 11 mestres do saber de Itacoatiara


 


Foram premiados com Medalha e Certificado de reconhecimento da reconhecida contribuição, feita por onze ícones da cultura itacoatiarense:

1º. Valdir Chaves Menezes – Músico

2º. Maria José Alves Amazonas – Mestra do saber (Festa Divino)

3º. Maria Lopes da Silva – Dança do Ludum

4º. Graciete Rosas Barbosa – Folclorista (Tia Suzana)

5º. Alzarina Nobre de Souza – Artesã da plaha de tucumã

6º. Lidiomar Guimarães da Silva – Folclorista (Boi Bumbá Coração vermelho)

7º. Raimundo Nonato Quintela Barros – Folclorista (Boi Bumbá Diamante negro)

8º. Ivo Barbosa do Rosário – Mestre do saber (Rezador/Pegador)

9º. Yêda Claudomira Costa – Tacacá

10º. Francilene Calixto Barreto – Cultura Afro brasileira (Mãe de Santo)

11º. Rosa Inez Quintino de Lira – Plantas medicinais

O evento foi realizado pela Câmara de Itacoatiara que teve a parceira da Fundação André e Lucia Maggi - FALM, através da proposta da vereadora Nilda Abrahim. O evento, que é naturalmente formal, se encheu de cores, sons e sabores, providos pela solenidade festiva, que lotou as dependências do auditório da Casa legislativa. O presidente da Câmara vereador Arialdo Guimarães, em seu pronunciamento declarou que já milita no meio cultural há muitos anos, atuando na produção de fantasias e alegorias do boi bumbá Coração Vermelho e na escola de Samba Império da Colônia. E para seu deleite, seu irmão Lidiomar Guimarães, foi um dos homenageados. No final da solenidade o presidente Arialdo agradeceu a participação de todos homenageados, que mantém viva a cultura e as tradições populares de Itacoatiara.

Gracieth Barbosa e Frank Chaves

Frank Chaves, Francilene Barreto e Lidiomar Guimarães.

Frank Chaves e a Profª Maria José Amazonas

O representante do espaço cultural Galeria de Artes Terezinha Peixoto Frank Chaves, fez o cerimonial do evento e explanou o histórico de cada homenageado, detalhando o importante papel de cada no cenário cultural e social do município de Itacoatiara. E declarou justa a e merecida a comenda recebida por todos homenageados no evento.

quinta-feira, 31 de julho de 2025

O Coletivo Galeria de Artes Terezinha Peixoto é classificado como Ponto de Cultura de Itacoatiara



A pesar dos pesares a CULTURA VIVE!

O Coletivo Galeria de Artes Terezinha Peixoto é classificado como Ponto de Cultura de Itacoatiara


Apesar das pedras no caminho e 19 anos de luta, promovendo a história, os saberes e os fazeres da cultura itacoatiarense o Coletivo Galeria de Artes Terezinha Peixoto é classificado no Edital 003/2025 - Cultura Viva, promovido pela PMI/SEMCTUR/MINC, que classificou e certificou o Coletivo Galeria de Artes Terezinha Peixoto, como Ponto de Cultura de Itacoatiara

O coletivo está localizado provisoriamente no 2º pavimento da Academia Itacoatiarense de Letras, ofertando um a comunidade itacoatiarense e visitantes, um Antiquário, o Museu Arqueológico e a Biblioteca Comunitária.


Home page 

https://galeriadeartesterezinhapeixoto.blogspot.com/


Entrevista para professores da Escola Irmãs Dorotéia, abordando a história dos povos originários de Itacoatiara.


Concedendo entrevista aos professores da Escola Municipal Irmãs Dorotéia, sobre a história, cultura, costumes e herança cultural dos povos tradicionais de Itacoatiara, para a montagem do projeto da Feira Literária e cultural da escola. Após a entrevista, os professores ficaram mais tranquilos para desenvolverem seu trabalho, pois não haviam encontrado fontes primárias para nortear a ação idealizada por eles, o que foi sanado após a entrevista, segundo afirmou a pedagoga da escola.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

O recado de Vincent van Gogh


Em 27 de julho de 1890, Vincent van Gogh sofreu um tiro no abdômen, em circunstâncias até hoje envoltas em mistério. Ferido, ele ainda conseguiu voltar à pousada onde estava hospedado, em Auvers-sur-Oise, na França. Dois dias depois, em 29 de julho, morreu aos 37 anos nos braços de seu irmão Theo, que sempre foi seu maior apoio. Oficialmente, a versão aceita por décadas foi a de suicídio — mas há estudiosos que sugerem a possibilidade de um disparo acidental ou até de homicídio.​

​Van Gogh morreu praticamente desconhecido, tendo vendido apenas um quadro em vida. Hoje, é um dos artistas mais admirados da história da arte. Suas cores intensas, pinceladas emocionadas e temas carregados de humanidade seguem tocando corações em todo o mundo. Sua vida breve, marcada por dor e genialidade, foi sua maior obra. ​



#VanGogh #HistóriaDaArte

terça-feira, 15 de julho de 2025

Tarefa de uma escola pública do sexo feminino de Itacoatiara, bordada em ponto cruz de 1909.

 

 
Imagens 2 e 3, são meramente ilustrativas projetando o 
cenário da época, produzidas com tecnologia IA

A curto prazo, parece um bordado antigo comum, mas se trata de um tarefa escolar de uma escola pública do sexo feminino, produzida por uma aluna há 116 anos. A escola que na época era particular, portanto não era qualquer pessoa que podia frequentar. E funcionava no prédio onde hoje está sediada no 1º andar, a Academia Itacoatiarense de Letras Galeria de Artes e no 2º andar o Coletivo Cultural Galeria de Artes Terezinha Peixoto - julho de 1909, onde essa relíquia se encontra em exposição. 

Trata-se de uma prova da aluna SAPHIRA MACARIA DA SILVA, na época em que as mulheres se alfabetizavam somente para o básico, ler, escrever e aprender prendas do lar. Essa tarefa, trata-se de uma aplicação bordada a mão, com linha de maquina, em um pedaço de pano de saco de açúcar, apresentando uma moldura bordada com elementos decorativos da época, na parte superior o abecedário, bordado em letras maiúsculas, na primeira e última fila em letras góticas, na segunda fila o bordado apresenta o abecedário em letras cursivas, contendo a data de confecção da peça e o nome da aluna, tudo bordado meticulosamente em letras góticas, com a técnica do bordado em ponto cruz, cuja prática artística, já era praticada aquela altura, no município de Itacoatiara, no centro do pano amarelado pelo tempo, há uma abertura grande e duas pequenas, demonstrando o desgaste, causada pelo desfiamento natural e ataque das traças, caracterizando a notável antiguidade da peça. 


Demonstrando para que servia a educação escolar feminina daquele tempo, que na realidade era um complemento da educação doméstica, para que as mulheres estivessem aptas a ler e escrever o básico e bordar essas letras com os nomes de seus maridos e filhos, nas fronhas dos travesseiros, toalhas de banho e mesa. E nessas escolas, só estudavam mulheres, pois nesse tempo, meninos não se misturavam com meninas no ambiente escolar.

Um episódio marcante, que merece destaque a parte e que corrobora com a história desse histórico paninho bordado!

Des. Marinildes C. de Mendonça Lima
Na década de 90 do século passado, o prédio que teve usos orginalmente residencial, mas que ficou mais conhecido por ter sediado por muitos anos o antigo Departamento de Estradas e Rodagem do Amazonas / DER-AM, que depois de um tempo abandonado, foi restaurado pelo ex-prefeito Miron Fogaça, que após a reforma, o repassou a edificação para o TRE. E no dia de sua inauguração eu estava presente participando da cerimônia, onde assisti no referido ato inaugural, a saudosa itacoatiarense Desembargadora e Presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas Marinildes Costeira de Mendonça Lima, que foi a primeira mulher a ocupar a presidência do Tribunal de Eleitoral do Amazonas e em seguida, também foi a primeira mulher a assumir a presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, bem como, foi a segunda mulher a tornar-se Desembargadora no país. Motivo que muito orgulho a população itacoatiarense! Que em seu discurso, a Dra. Marinildes declarou estar emocionada em participar do ato inaugural, pois estava muito emocionada, por estar de volta aquela casa, onde havia aprendido suas primeiras letras enquanto criança, ou seja, a desembargadora Marinildes, foi uma daquelas alunas da, quando o prédio sediou a escola pública do sexo feminino.

Vale ressaltar, que depois de um tempo, o TRE construiu sede uma nova e própria no bairro de São Francisco, ficando o prédio do centro novamente abandonado, que depois de mais uma década, em 2009, foi recuperado e instalado nele, a Academia Itacoatiarense de Letras e em seguida, a Galeria de Artes Terezinha Peixoto.

Nota-se como era machista o conceito de formação da época escolar, onde os homens tinham ascensão ao conhecimento mais completo e formal e as mulheres recebiam noções básicas para se dedicaram às prendas do lar.