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domingo, 19 de julho de 2026
quarta-feira, 10 de junho de 2026
Representante do Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto, participa da entrega da homenagem a SEMCTUR
No dia 8 de junho, o representante do Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto Frank Chaves, participou da entrega da homenagem legislativa a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e de Abastecimento e Terras, pelos relevantes serviços prestados ao município.
O evento foi realizado no plenário da Câmara Municipal de Itacoatiara, sob a presidência do vereador Arialdo Guimarães, com a propositura de iniciativa da vereadora Nilda Abrahim. No evento estiveram presentes os secretários e servidores das pastas homenageadas, que participaram da solenidade de entrega da Moção de Aplausos Legislativo do Município de Itacoatiara. Na qual estiveram presentes vários representantes de Pontos de Cultura e fazedores de cultura do Município de Itacoatiara.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Preservar a memória em seu lugar de origem importa! - Semana do Museu da Galeria de Artes Terezinha Peixoto
Por isso, a criação de museus locais é tão importante: eles ajudam a manter a memória próxima das comunidades, paisagens e histórias às quais pertencem.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
O Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto, tem a honra de parabenizar todos os artistas plásticos de Itacoatiara, a querida cidade da Pedra Pintada, neste 08 de maio – Dia Nacional do Artista Plástico.
Hoje celebramos aqueles que, com talento, sensibilidade e dedicação, transformam cores, formas e sentimentos em obras que expressam a identidade, a história e a riqueza cultural do nosso povo.
Cada tela, cada traço e cada criação carregam a alma da Amazônia e fortalecem a valorização da nossa cultura local, inspirando gerações e preservando nossas raízes.
Parabéns a todos os artistas que fazem de Itacoatiara um verdadeiro celeiro de arte e criatividade!
Viva a arte! Viva os artistas de Itacoatiara!
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Parabéns trabalhador da cultura pelo seu dia!
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Parabéns aos trabalhadores da cultura de Itacoatiara
O ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto, celebra este 1º de Maio reconhecendo a força, o talento e a dedicação de quem transforma sonhos em realidade através das mãos e do intelecto.
Neste Dia do Trabalho, prestamos uma homenagem especial a todos trabalhadores da cultura de Itacoatiara. Vocês são os operários da sensibilidade, que com cores, formas e expressões, mantêm viva a nossa identidade e constroem o patrimônio cultural de nossa terra.
O trabalho do artista é essencial: ele documenta a história, provoca a reflexão e embeleza a nossa jornada.
Parabéns a todos os trabalhadores e, em especial, aos nossos talentosos artistas itacoatiarenses!
sábado, 25 de abril de 2026
Mensagem do ex-prefeito Francisco Pereira da Silva (Chico do Incra) pelos 152 anos de Itacoatiara-AM

Hoje é dia de celebrar com orgulho e emoção os 152 anos da nossa querida Itacoatiara, terra de história, de luta e de gente trabalhadora. Ao longo de sua trajetória, nossa cidade foi construída com o esforço de homens e mulheres que, com coragem e determinação, ajudaram a moldar este município tão importante para o Amazonas.
Tenho a honra de ter contribuído, como gestor público, com uma parte dessa história, sempre com o compromisso de servir ao povo e trabalhar pelo desenvolvimento de Itacoatiara. Cada conquista alcançada é fruto da união da nossa gente e da força das nossas raízes, que remontam aos povos originários, verdadeiros fundadores desta terra.
Neste aniversário, reafirmo minha admiração por este município que tanto amo e deixo minha mensagem de esperança e que Itacoatiara continue crescendo, gerando oportunidades para todos.
Parabéns, Itacoatiara, pelos seus 152 anos! Que o futuro seja ainda mais promissor para todos nós.
domingo, 19 de abril de 2026
Dia dos Povos Indígenas (19 de abril) - O Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto se congratula com os povos indígenas e com Itacoatiara
No dia 19 de abril, celebramos o Dia dos Povos Indígenas, uma data de profundo significado para todos nós, especialmente para o povo de Itacoatiara, que neste mesmo mês comemora seus 152 anos de história.
Nossa cidade carrega, em sua essência, as marcas vivas dos povos indígenas que aqui habitaram muito antes de qualquer marco oficial de fundação. Foram eles os primeiros guardiões desta terra, os responsáveis por transmitir saberes, tradições, respeito à natureza e valores que até hoje sustentam nossa identidade cultural.
| A Libini, o Valdiney o nosso Tuxaua Sérgio e eu, no dia do nosso pertencimento ídígena. |
Ao celebrarmos mais um aniversário de Itacoatiara, é impossível não reconhecer que nossas raízes estão profundamente ligadas à cultura indígena. Essa herança se manifesta em nossos costumes, na nossa relação com os rios e a floresta, na nossa alimentação, na nossa linguagem e na forma como enxergamos o mundo.
Mas esta não é apenas uma data de memória — é também um momento de reflexão. Os povos indígenas continuam presentes no nosso dia a dia, a exemplo da etnia Mura do Rio Urubu, que contínua resistindo, lutando por seus direitos, preservando sua cultura e contribuindo ativamente para a construção de uma sociedade mais justa, equilibrada e sustentável para todos.
Como presidente do Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto, onde eu o Valdiney fazemos parte e somos parentes, reafirmo o compromisso em valorizar, respeitar e apoiar as comunidades indígenas, reconhecendo sua importância histórica, cultural e social para o nosso município e para toda a Amazônia.
É fundamental reconhecer que mantemos o Museu da Cultura Indígena de Itacoatiara como espaço de preservação da memória, dos saberes e dos fazeres dos povos indígenas que habitaram e deram origem à nossa cidade antes da colonização portuguesa. Foram esses povos originários que estabeleceram as bases de ocupação do território em período pré-colombiano, contribuindo decisivamente para a formação histórica e cultural de Itacoatiara. Qualquer narrativa que desconsidere esse protagonismo acaba por invisibilizar e desvalorizar a importância dos povos indígenas na construção da nossa identidade.
Que possamos, cada vez mais, aprender com a sabedoria dos povos originários e caminhar juntos na construção de um futuro onde haja respeito, dignidade e igualdade para todos.
Saudações pelo Dia 19 de abril! Viva os povos indígenas e Viva Itacoatiara, de origem tipicamente nativa, pelos seus 152 anos de história, cultura e resistência!
Uma mensagem significativa do primeiro e único indígena membro da Academia Brasileira de Letras Ailto, Kernak
E para ilustrar, uma linda e significativa mensagem da Yandra Mawe, nos leva a refletir sobre a importância da data de hoje.
sábado, 18 de abril de 2026
Origem de Itacoatiara, por Edmilson Almeida
ORIGEM DE ITACOATIARA
ALMEIDA DE OLIVEIRA, Edmilson
Num belo certo dia o rio Amazonas
Uma rústica embarcação o subia.
Era Xavier Furtado quem comandava
Aquela tropa de homens
Que o Amazonas desbravava.
Aqui, ali, acolá,
Eles ancoravam e saíam a caçar,
Até que num porto em que nada havia,
Um forte homem foi morto.
E lá ficaram mais que um dia.
Enfurecido e, também entristecido
Com o desgosto que a natureza lhe trouxera,
Como que se as pedras fossem de fisalita,
Xavier Furtado curiosamente as fita e,
Numa delas, faz a pronúncia: “ITA”.
Isso o impressionou:
“Tê-la-á gravado a Natureza
Ou aqueles que procuramos falam de fortaleza?
Isto é impactante!
Decidam, pois, agora, qual dos dois é importante:
Aqui ficarmos ou irmos jornada avante?”
E estavam em meditação
Quando exclamou Xavier Furtado:
“Ei! Olhem! O lugar parece ser brio,
Vejam no toco daquela árvore
Um animal que mostra ter frio,
Vamos buscá-lo vivo, e não
O façamos de caça”.
— “Não! Parem” — vociferou um esbelto caboclo —
— “Ele é bravo e se chama COATI.”
— “Coati?”
— “Sim, eu conheço”.
— “Ah! Vejam!” — exclamou o general.
— “O quê? O quê?” — interrogam-no os demais.
O general ficou atônito,
Pois vira, assim confessou,
A imagem perfeita de uma
Mulher robusta, em silhueta.
Novamente o caboclo se intromete e diz:
— “Imaginariamente, não sei se o senhor pressente
Que o lugar aqui está pra gente.
Sobre o que o líder fantasiou
Nossa história nos contou:
‘No Amazonas existe a lenda da IARA.’”
A curiosidade desperta-os mais e mais.
Dilucidou um deles:
“Aqui, o lugar não é idílico!
É selvagem até demais,
Prove, senhor general, ser capaz de
Descobrir o que a Natureza faz.”
Todos pasmaram-se!
O silêncio, repentinamente,
Aquele lugar dominou,
Quando, inesperadamente,
Um grupo de silvícolas ali chegou.
Em gesticulação Xavier Furtado
À sua tropa transmitia:
“Não falem, não!
Estamos passando perigo
Com os homens da região,
Apesar de serem amigos
De quem está em embarcação.”
Cheio de horror, não querendo abandonar
O lugar que o maravilhou,
O caudilho a embarcação desatracou e,
Após deixar a mensagem do que seria capaz,
Se foi para nunca mais:
“Pedro é fortaleza!
Animal é riqueza!
Silhueta de mulher o rio embeleza!
Vou descobrir, vibrante cabo-de-guerra,
Do que a Natureza é capaz:
Até nome de lugar é ela que nos dá.
Se não crê no que digo,
Ouça o que vou pronunciar:
Naquele porto há ITA, pedra;
Naquela mata há COATI, animal;
Naquele rio há IARA, silhueta de mulher.
Preste atenção para esta justaposição:
ITA-COATI-IARA foi o nome que DEUS deu
Ao lugar onde um de nós morreu.”
O chefe militar, mudando o semblante,
Admirado disse ao marujo:
“Amigo, quando chegarmos lá
Não vá dizer que vimos
A ITA, o COATI, a IARA,
Mas, sim, que DEUS nos fez
Descobrirmos o lugar
ITACOATIARA.”
Poema escrito em 19/04/1974, por Edmilson Almeida, por ocasião dos festejos do Centenário de Itacoatiara; declamado em 25/04/1974, na Praça de Herculano de Castro e Costa, sob aplausos da plateia, que permaneceu em pé por aproximadamente 5 minutos.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Participando da banca de jurados do Festival alusivo ao Dia dos Povos Originários do Município de São Sebastião do Uatumã - 2026
| Na banca de jurados do evento: Eu, a Marly e o Renan |
| Performance do cotidiano indígena, apresentado pela tribo Caxinawa. |
| Apresentação da alegoria do gavião real da tribo Yanomami |
| Apresentação da tribo Yanomami |
| Apresentação da tribo Kashinawá |
| Paisagem do Rio Amazonas, na rota da viagem para São Sebastião do Uatumã |
A missão começou em Itacoatiara, onde recebemos o convite para participar do evento, depois pegamos a estrada de Itapiranga até o porto rural do mesmo Município, de lá, pegamos uma lancha, para seguir pelo rio Uatumã, para chegar ao Município de São Sebastião do Uatumã. Apesar da longa distância, mas a viagem fluvial compensa, pelas belíssimas paisagens que se pode apreciar, bem como, receber a viagem toda as rajadas de vendo e ar puro amazônico.
Na oportunidade parabenizo a proativa diretora da Escola Socorro Araújo, os professores e técnicos envolvidos na organização e especialmente a diretora os alunos que se emprenharam o máximo para entregar um trabalho de notável. E a parceira Marly Nogueira pelo convite para participar da banca de jurados desse espetacular evento .
quarta-feira, 15 de abril de 2026
15 de Abril – Dia Mundial da Arte - Uma fusão de tradições e gênios! Parabéns nobres artistas!

Mais do que uma celebração global, este é um momento de reconhecer a força da arte em nossas vidas — como expressão, identidade e memória coletiva.
Em Itacoatiara, essa conexão com a arte atravessa séculos. Somos, historicamente, a cidade da pedra pintada, um território marcado pelos registros deixados por nossos ancestrais, que eternizaram suas vivências por meio de desenhos em baixo relevo nas pedras que deram origem ao nome da nossa cidade.
Essas manifestações milenares, somadas à riqueza das cerâmicas, esculturas e pigmentos produzidos pelos povos originários, revelam que a arte sempre foi parte essencial da nossa identidade.
Hoje, esse legado vive e se fortalece através dos nossos artistas contemporâneos — homens e mulheres que, com talento e sensibilidade, continuam a contar a história do nosso povo, valorizando nossas raízes e projetando nossa cultura para o futuro.
O Ponto de Cultura Galeria de Artes Terezinha Peixoto homenageia todos os artistas itacoatiarenses, verdadeiros guardiões da nossa memória e construtores da nossa identidade cultural.
Valorize quem faz arte! Considerando que Itacoatiara é um celeiro de bonança de notáveis artistas! Incentive curtindo, compartilhando suas publicações nas redes sociais e, principalmente, adquirindo suas obras e serviços — fruto do seu talento, dedicação e trabalho.
Que a arte siga sendo ponte entre o passado e o presente, inspirando novas gerações e reafirmando o orgulho de ser itacoatiarense.
segunda-feira, 16 de março de 2026
Galeria de Artes Terezinha Peixoto recebe Certificação do Ministério da Cultura como de Ponto de Cultura de Itacoatiara
Ponto de Cultura
Galeria de Artes Terezinha Peixoto é cadastrado e certificado pelo Ministério da
Cultura Confira
o link: https://culturaviva.cultura.gov.br/agente/13138184/#info
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Representante da Galeria de Artes Terezinha Peixoto, participa da 1ª TEIA dos Pontos de Cultura do Amazonas, como delegado de Itacoatiara
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
Que tal descansar a sombra de um bucólico pergolado, idealizado pelo saudoso Moysés Israel e saber um pouco de sua história.
- Pérgola/Caramanchão: Uma estrutura vertical com vigas superiores abertas que serve de suporte para as plantas.
- Bancos de madeira: Móveis rústicos que adicionam um toque campestre e oferecem um lugar para sentar e relaxar.
Este aconchegante pergolado foi idealizado pelo Sr. Moysés Israel e está localizado em frente à Memorália Moysés Israel, espaço que integra a antiga residência onde viveu em Itacoatiara. Visionário e generoso, Moysés Israel doou esta área para a implantação do Campus da Universidade Federal do Amazonas em Itacoatiara, hoje ICET/UFAM.
Personagem de destaque na vida econômica do Amazonas nas últimas sete décadas, Moyses Benarros Israel nasceu em Manaus em 10 de fevereiro de 1924. Filho de Salomão Benarros Israel e de Carlota Benayon Israel, ambos nascidos em Belém (PA), o empresário começou a trabalhar aos 11 anos como office-boy na firma I.B. Sabbá & Cia.Ltda, de propriedade de seu tio Isaac. E desde então se dedicou ao trabalho e a luta pelo desenvolvimento do Amazonas. Em Itacoatiara, doou terras para construir a UFAM, UEA, CETAM, SESI e articulou a doação do prédio histórico para instalação do SENAC. E também articulou a vinda do SENAI e SESC para Itacoatiara.
A memorália abriga uma notável coleção de títulos, medalhas e comendas recebidas ao longo de mais de 90 anos de dedicação ao desenvolvimento econômico, social e cultural de Itacoatiara e do Estado do Amazonas, fruto de sua atuação como empresário e filantropo.
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
Itacoatiara e os 151 anos de colonialismo cultural
Itacoatiara é uma cidade rica em ritos, lendas, costumes, tradições, danças típicas, culinária própria e ritmos que nasceram às margens do rio Amazonas, moldados pela vivência indígena, ribeirinha e cabocla. Ainda assim, paradoxalmente, vive hoje um profundo processo de esquecimento e apagamento de sua identidade cultural. Não por falta de história, mas por ausência de valorização, preservação e políticas efetivas de memória.
Ao longo de seus 151 anos, Itacoatiara tem sido palco de sucessivas ondas de colonialismo cultural. Cada época trouxe consigo costumes externos que se impuseram sobre as expressões locais, muitas vezes não por troca cultural legítima, mas por força econômica, política ou social. O resultado é um cenário onde o que é originário vai sendo empurrado para as margens, enquanto o que vem de fora ocupa o centro das festividades, dos palcos e do imaginário coletivo.
Um exemplo marcante ocorreu durante o auge das madeireiras Gethal e Carolina. Sob sua influência econômica, um grande contingente de trabalhadores oriundos do Sul do país se estabeleceu no município, trazendo consigo suas danças, ritmos e vestimentas típicas. As danças gaúchas, por um período, protagonizaram uma verdadeira invasão no folclore itacoatiarense, dominando eventos culturais e substituindo manifestações locais. Não se tratou de integração cultural, mas de imposição simbólica associada ao poder econômico. Com a mudança das políticas ambientais e o fechamento das grandes madeireiras, esse figurino cultural foi, aos poucos, se diluindo, evidenciando o quanto era alheio às raízes da cidade.
Hoje, o processo se repete, sob novas formas. Danças e ritmos oriundos do Maranhão, de Pernambuco, de outras regiões do Nordeste e até do Pará vêm sendo introduzidos de maneira acrítica, muitas vezes “goela abaixo”, ocupando espaços que deveriam servir ao fortalecimento da identidade local. Não se trata de rejeitar outras culturas — todas são legítimas e merecem respeito —, mas de questionar a substituição contínua daquilo que é nosso por referências externas, como se a cultura itacoatiarense fosse insuficiente ou inexistente.
O perigo desse movimento está no apagamento gradual da memória coletiva. Quando uma cidade deixa de ensinar suas próprias danças, cantar seus próprios ritmos e contar suas próprias histórias, as novas gerações passam a acreditar que aquilo que veio de fora sempre fez parte de sua identidade. É nesse ponto que o colonialismo cultural se consolida: quando o povo já não reconhece a si mesmo.
Triste é o povo que não valoriza suas tradições, não preserva sua memória e não resgata sua história cultural. A cultura não é entretenimento descartável; é identidade, pertencimento e resistência. Preservá-la não significa fechar-se ao mundo, mas fortalecer as próprias raízes para dialogar de forma digna e consciente com outras culturas.
Itacoatiara precisa decidir se continuará sendo apenas palco para culturas alheias ou se assumirá, de fato, o compromisso de reconhecer, proteger e promover aquilo que a constitui enquanto povo. Resgatar danças, ritmos, saberes, culinária e narrativas locais não é um ato nostálgico — é um gesto de sobrevivência cultural.
Sem memória, não há identidade. Sem identidade, não há futuro.
Por Frank Queiroz Chaves


